Balancete II
Foi realmente o campeonato mais competitivo dos últimos anos, mas não necessariamente o mais bem jogado, nem muito menos, poderemos afirmar que estamos a caminhar para o patamar de competições como a Liga Espanhola, Italiana, Inglesa ou mesmo alemã.
Agora que terminou toda uma época em o Benfica quebrou o jejum de 11 anos, terminando de uma forma paupérrima, muito por culpa de festas e festins, mas também por alguma falta de motivação e “pernas”, chegou a hora de fazer um balanço desta liga que intitula de Super.
Benfica – Campeão contestado ou incontestado. Polémico ou natural. Medíocre ou razoável a roçar o bom, ajudado ou prejudicado (e também foi, como outros), é o campeão nacional, porque foi o mais regular e obteve mais pontos que todos os outros.
Quer queiram quer não, matou o borrego.
Para a equipa que possui, com muitas carências, com poucas soluções, teve na experiência e na capacidade de improvisação do seu treinador (um senhor, até na hora da despedida) o mérito de uma vitória à muito desejada por milhares ou milhões de adeptos.
Termina a época com o jogo de qualidade paupérrima, fruto da desconcentração de uma festa que se alastrou por três dias, o que terá sido demais.
Apesar de tudo, é uma excelente época, ganha o campeonato, vai à final da taça de Portugal, e perde na UEFA com os vencedores da mesma.
A mancha, a derrota frente a um Anderlecht fraquinho, que apenas ganhou ao Benfica.
Fc Porto – Apesar de tudo o que se passou, das trocas de treinadores, dos contentores de brasileiros a ancorar no Porto de Leixões, consegue vencer a Super taça nacional e a Taça Intercontinental na sua última edição.
Lutou por muito estranho que parecesse à entrada para a segunda volta, até à última jornada, podendo, dificilmente diga-se, ser campeão e atingir o tri.
Poderá ter sido uma época para lembrar e relembrar durante muito tempo, ou também pode ter sido o começo de uma fase que já vi começar, faz agora onze anos, ali para os lados da Luz.
Sporting – Praticou o melhor futebol em Portugal. Verdade! Atingiu a final da Taça UEFA, um dos seus objectivos. Verdade! Mas no final das contas o que ganhou? Apenas a Taça Amizade, num estádio dos arrabaldes de Paris com apenas 5000 espectadores. Se outras cores estivessem em jogo, a moldura provavelmente seria diferente, até local do jogo, como no ano passado.
No final de uma época as notícias que transpiram do Visconde de Alvalade são confusas, ainda para mais com o despedimento de Carlos Freitas, o homem forte do futebol leonino, que conseguiu em cinco anos, ganhar dois campeonatos e uma Taça.
Mais estranho ainda, as várias saídas, entre elas, o capitão Beto e o tal senhor que resolvia Liedson.
Estranho…
Braga – Grande campeonato. Grande treinador. Muito boa equipa. Jesualdo conseguiu construir uma equipa forte, lutadora, que a certa altura podia ter sido uma surpresa. Jesualdo sempre foi acalmando as hostes, porque tem muitos anos disto e sabe como é o futebol português. Para o ano o Braga tem uma tarefa muito difícil, porque a exigência vai ser maior, terá capacidade….
Vit. Guimarães – Começou mal, muito mal. Mas fez uma segunda volta extraordinária, provavelmente a melhor equipa da segunda volta. Consegue o sonho da Europa, apesar de perder o treinador. Passa a ter um homem lutador, Pacheco, que estava atravessado na garganta dos vimaranenses desde que o Jaime foi para o Bessa.
E pensar que esta equipa o ano passado tinha terminado em 14º a lutar para não descer.




