segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Mais uma pró José....

O dia era de Óscares, e todos sabíamos que a noite traria mais uns quantos de estatueta na mão. Quanto a isso, e apesar da rápida edição deste ano (a Europa agradece), considero que a mesma foi um tanto ou quanto enfadonha, mas sobre isso, prefiro ler as apreciações especializadas do amigo Eduardo Madeira Jr.

Mas se a noite foi de Óscares, a tarde trouxe-nos mais um Óscar para o actual melhor do mundo: José Mourinho.
Num fim-de-semana estranho sem os jogos dos três grandes, a RTP guardava para o final de Domingo a final da taça da liga inglesa, a primeira de Mourinho em terras de Sua Majestade.
E o que se viu foi o Chelsea de Mourinho, foi um Chelsea extraordinário, atacante, audaz, pressionante a todo o campo, uma equipa à Mourinho.

Ler as declarações de Rafael Benitez até dói a alma, como é possível o treinador espanhol considerar que o Liverpool teve falta de sorte, chegando ao ponto de dizer: “Estou desapontado. Quando se está a ganhar 1-0 e se tem duas claras ocasiões para acabar com o jogo, e depois é feito um auto-golo perto do final, pode dizer-se que é falta de sorte”.
Falta de sorte? Para uma equipa que esteve a ganhar desde os 43 segundos sem nada ter feito? E o que fez? Apenas defendeu, e foi massacrado durante 90 minutos + prolongamento.

Poderemos dizer que mourinho teve sorte com o auto-golo, mas não a procurou?
Ver o Chelsea atacar mais de 120 minutos, sempre em busca da vitória, ver Mourinho arriscar e jogar mais de 20 minutos com três defesas, numa final da taça é verdadeiramente estimulante e vibrante.
E a noite, aliás tarde, porque mais uma vez tivemos que aguardar o período de nojo, para podermos ver a final em diferido, mas dizia, a noite apenas ficou manchada por mais uma “brincadeira” de Mourinho.

Como dizia o outro não habia nexecidade!. Até porque já existem alguns meninos que querem que o Zé vá para prime-minister. Será que o Blair dava um bom manager?

Post I – Portugal possui uma lei sobre as transmissões desportivas, que não permite a transmissão directa de jogos entre as 15 e as 18 horas, é o chamado período de nojo, para que as famílias possam ir passear para um qualquer parque ouvir aos berros os relatos de rádio. É pena, porque não podemos assistir assim, a uma final em directo!

Post II – Pelo que sei o amigo travassos vai estar no ar, quando começar o clássico no Dragão. É uma pena, porque não teremos uma apreciação até ao imo de António Costa, o grande amigo de travassos.

Post III – Trapp não falou aos jornalistas ontem, apenas prometeu a mesma atitude e concentração que a equipa tem tido. Espero que não, porque senão é sinal de mais uma derrota no Porto. Sinceramente não tenho prognóstico para logo à noite. Inclino-me para um empate, com uma expulsão para cada lado.

Post IV – A notícia que nos chega de Itália, de que Giacomazzi do Lecce informou o árbitro de que não tinha sido tocado na área, é verdadeiramente extraordinária. Julgo que a Liga italiana deveria agora, retirar o amarelo que lhe foi mostrado e transformar aquelas imagens como o novo spot para patrocinar o fair-play no futebol.
É triste saber que neste país de chicos espertos, seria impensável esta atitude.

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

allez, allez, allez sporting allez

uma crença,
uma fé
somos nós sporting allez!

no fim deixei roterdão e fui para delft beber umas cervejolas belgas, antes de pegar na bicicleta de volta a casa. o imenso frio não arrefeceu este triunfo. vitória na terra dos mal-encarados adeptos do feyenoord - campeões há três anos na taça uefa, não resistiram ao sporting e à milena de adeptos no "de kuip". a voz no "inferno de 'de kuip'" era portuguesa e os cânticos "verde-e-brancos". o terror que todos apregoam não nos beliscou - nem quando liedson se isolou. correu, correu e fez explodir a bomba, bum! chapelada...

a viagem para o estádio não foi agradável. o comboio com adeptos do feyenoord a lembrar os piores "skins". carantonha pronta e cachecóis a preceito com t-shirts pretas por baixo. no eléctrico que nos levou para a "banheira", os "hooligans", quase todos bêbedos, saltavam e entoavam cânticos, saltavam e abanavam tanto que parecia que o comboio descarrilava - grunhidos de grunhos. todos muito grandes, gordos, cheios de fealdade e um hálito a condizer... a entrada no estádio é dos momentos que mais me agradam, e foi memorável - é imponente, estava quase cheio, mas o silêncio holandês foi o que mais se ouviu...

nós somos a tua voz
traz esta vitória
conquista-a por nós
allez, sporting allez...

e o golo do "roca" - nova bomba. pfff! foi ver holandeses a dispersar... e a "juve leo" a cantar, cantar. no final era só

só eu sei...
porque não fico em casa!

venha o middlesbrough. a segunda mão é em alvalade. e é para inglês ver... o sporting jogar!

post - e o jogo do joão moutinho!? não é nenhum joão pereira ou manuel fernandes, mas este miúdo... cheio de classe entre enormes holandeses. é uma mistura de raça de sá pinto com a técnica de rochemback e o sentido de posicionamento de custódio. hm? exagerado este elogio, mas cheio de coração de leão...

as banheiras meteram água

duas banheiras meteram água esta quinta-feira: feyenoord e a instituição foram eliminados da taça uefa - nada demais, pois o primeiro defrontou o sporting; o segundo corre o curso de há longos anos e não surpreendeu.

a banheira de roterdão não aguentou o enorme sporting. que dominou a seu bel-prazer o advesário holandês, intimidado com a grandeza do emblema leonino. os "leões" demonstraram que possuem um dos melhores ataques da europa - pela frente estava o melhor ataque europeu, mas kuyt e companhia veneraram o sporting e temeram liedson e artilharia respectiva. os adeptos, que encontrei contentes antes do jogo, saíram do "de kuip" mudos; mas ainda bêbedos. e nem os petardos e afins arrufos intimidaram o sporting.

na banheira da luz, mais uns cabeçudos e água a entrar por todos os lados. frente a uma equipa ainda em pré-época, a instituição não conseguiu impor-se. normal. aliás, à entrada para este ciclo terrível, trapattoni - o mesmo que disse que ser este "o melhor benfica da época" - viu o ciclo transformar-se e virar-se contra ele. empatou em braga (0-0), perdeu em krasnodar (2-0), venceu o v. guimarães (2-1) e saiu eliminado da uefa (1-1)... segue-se o dragão...

"prefiro a superliga" - frase do medricas trapattoni antes do jogo com o cska, já a antever a eliminação...

mas este é o treinador, foi escrito aqui neste blogue, de todos os benfiquistas.

pelo meio lá ficaram dois golitos anulados ao cska. até na uefa os treinadores queixam-se das arbitragens a favorecer a instituição - "ganhámos com todo o mérito. tivemos vários momentos favoráveis com destaque para o daniel carvalho. marcámos dois golos legais que foram anulados", afirmou o técnico russo, valery gazzaev, na conferência de imprensa no final do jogo. dois? faz lembrar o estoril, para o campeonato.

trapattoni irritou-se no final do jogo. e não lhe foram anulados dois golos... tss

post - já sei: eusébio e as duas taças dos campeões europeus ganhas no tempo da viagem de vasco da gama à índia... não é preciso os benfiquistas responderem a este post com a "cassete"...

post II - até torci pelo segundo golo da instituição. eliminados por eliminados ao menos podiam ajudar portugal no "ranking" da uefa... nem isso...

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Vergonhas? Manchas? Porquê?

O meu caro amigo travassos, antes de viajar até ao país das tulipas decidiu falar de vergonhas, e de como o país se envergonhava pelas exibições de uma clube desportivo, que apenas trouxe para este país duas taças dos campeões europeus, e que elevou esse mesmo país, nas outras cinco finais na mesma taça europeia, para não contar com a final da taça UEFA ainda jogada a duas mãos.

Provavelmente estará o meu amigo a confundir com outras colectividades que apenas deram a este país uma mísera Taça das Taças (a preto e branco, diga-se), não tendo nunca mais, nem a PB nem a cores, dando uma final europeia.

Meu caro Travassos falemos primeiro de Krasnodar.
É verdade, o Benfica jogou mal, muito mal. Mas, nós benfiquistas, em especial os que escrevem neste espaço (eu e o Glorioso) nunca afirmamos que éramos os melhores do mundo, nem que iríamos ganhar alguma coisa este ano.
Apenas, dizemos que caso isso aconteça, é bem-vindo.
A verdade crua de Krasnodar, é apenas a verdade que vemos semana a semana, o Benfica não possui uma equipa para ser campeã, não possui uma equipa com estatuto europeu para vencer a Taça UEFA.
Não temos um treinador que assume que um dos objectivos da época é estar no monstro verde em Maio para disputar a Final.

Seja como for, meu caro travassos falemos então de vergonhas.
O que me diz o meu amigo, sobre a derrota em Moscovo por 3-1 em 2000/01 na Champions, com esse monstro do futebol chamado Spartak, para não falar dos três secos que levou em Alvalade no mesmo ano com o mesmo monstro. E sobre a Taça dos Campeões não falemos mais, porque além de ter sido tão escassas as idas a essa nobre competição, era massacrante recorrer aos tempos do preto e branco.

Na tal taça que venceram, temos o belo resultado com essa grande equipa chamada Rapid Viena (4-0 em Viena), esse grande clube dessa potência mundial chamada Áustria.

Mas, na UEFA, oh na UEFA, que ta falarmos de um tal clube com um nome tão vulgar, Gençlerbirligi. Lembras-te? Foi no ano passado.
Ou dos Vikings em 99/00 (3-0) na Noruega. Ou do grande Casino em 99/00 com mais uns três secos.

Portanto meu caro, vergonha em vergonha, parece que as diferenças não são muitas.

Post I – O meu amigo, mesmo na Holanda já sabe que o Sr. Hélio Santos tentou arranjar um empatezinho na Luz? Já sei vai falar que o Benfica acabou a jogar com dez…

Post II – Será que o amigo Zé Boné vai falar esta semana? Ou ainda está a pensar como explica o penalty do Restelo?

Post III – É impressionante! Mesmo a jogar a mal, a não ser o melhor do mundo, a não ter os melhores jogadores do mundo, consegue ir ao Dragão em igualdade pontual. Impressionante!

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

e a instituição volta a manchar o nome de portugal

não chegava o bastia, celta de vigo ou halmstads – só para dar alguns exemplos recentes de eliminatórias frustrantes para os lados do alguidar da luz. agora foi o cska a humilhar a instituição e, novamente, a manchar o nome de portugal.

é normal isto acontecer com a instituição. é raro ir à uefa (há pouco tempo estiveram dois anos seguidos de seca – algo que nunca aconteceu com o sporting, o único clube português que marcou sempre presença nas competições europeias). mas ainda bem que se vai tornando uma raridade…

foi humilhante a europa (e o mundo) ficarem a saber que a instituição perdeu 3-0 com o anderlecht – a pior equipa de sempre na liga dos campeões. ontem foi humilhante ver a instituição sofrer golos cheios de amor (LOVE).

o cska não é uma grande equipa. nunca foi. e está bastante pior desde que em janeiro saiu o seu melhor jogador: jiri jarosik foi para o chelsea. pior: o campeonato russo está interrompido devido ao rigoroso inverno que a rússia sofre e por isso os jogadores estão sem ritmo competitivo. mais: o campeonato continua no seu interregno e o cska teve de voltar a jogar por imposição da uefa… e teve de jogar noutro estádio, em krasnodar – a mais de 1500 quilómetros de moscovo!

tudo se diz quando uma equipa sem ritmo de competição (em inactividade há uns meses), sem os seus melhores jogadores (além de jarosik, já referido acima, também se viu impedida de olic e zirkov – aptos para o jogo da segunda mão) e a jogar (muito) longe do seu estádio – mais ou menos a distância de dois países como portugal – consegue bater facilmente a instituição.

"este jogo acontece na altura certa: a equipa aparenta mais consistência, física, estratégica e, até, mental", in trapattoni, na véspera do jogo

a instituição, disse o seu reformado treinador, partia para este jogo na sua melhor forma e momento desta época – palavras do senil trapalhoni.

ora, se uma equipa sem ritmo vence outra cheia de verve no seu auge de forma – o que esperar?

os benfiquistas são humilhados, pois, com frases como a que o treinador do cska deixou cair no final do jogo – “foi um jogo difícil contra um benfica com mais de 20 jogos na superliga”.

trapattoni, esse, queixou-se do relvado…

post – mais uma vez, chalana e acólitos benfiquistas, tentam (em vão) falar pelos sportinguistas. tentou e falhou. a análise está errada e não tem ponta por onde se lhe pegue… o sporting jogou mais que o feyenoord e ganhou. e a eliminatória, como diz chalana, não está em perigo. ou não está tão em perigo como a da equipa do senhor trapattoni.

post II – golos com LOVE. ao menos polga (único campeão do mundo em título a actuar alguma vez em portugal) não marca auto-golos como o grande alcides. esse sim – faz a falta que dá origem ao golo e confirma-o em cima da linha…

post III - prefiro, assim, o polga...

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

O post que Travassos escreverá amanhã...

Já sabemos todos qual vai ser o post de amanhã para alguns.
A melhor equipa do mundo deu mais um banho de bola em Alvalade, a perder por um zero logo nos primeiros minutos, encostou às cordas os holandeses e deu um verdadeiro banho de bola (repito, que é como eles fazem).
Só que o banho de bola foi travado por um árbitro idiota que teve a coragem de não marcar pelo menos dois penalties ao Liedson, de expulsar dois jogadores do Feyenoord, e ainda foi capaz de, do alto da sua petulância expulsar o Custódio, que não fez qualquer falta. Ainda expulsou o nosso treinador, porque o sistema manda, e o Sr. Cunha ligou para o árbitro ao intervalo, para que a melhor equipa do mundo não ganhasse.


Pois é, meus amigos, mais um tal de banho de bola, mas a eliminatória fica em risco, porque a equipa do saudoso Gullit não joga nada mal, apenas tem uma defesa mais permeável que a do rio ave, mas pronto deram um banho de bola (para reforçar ainda mais).

Ficaremos também a saber, que travassos não quer requisitar este árbitro para ajudar os tugas que andam na super liga, porque foi uma vergonha a sua arbitragem.

Não poderemos ainda esquecer a defesa que farão ao tal de campeão do mundo que joga lá para trás, que esta noite, fez mais uma excelente exibição oferecendo APENAS, o único golo que o Feyenoord marcou. Assim vai a melhor equipa do mundo.

Post I – Que o jogador não é grande espingarda já todos vimos. Que o queiram despachar até compreendo. Agora dar injecções ao rapaz para morrer é que está mal. E afinal quem tem razão, o “pilinha”, ou o médico?

Post II – Quanto a empates, meu caro Travassos, tomara tu conseguires um pontinho em Braga.

Post III – Em relação a esse jogo há que dizer, que foi provavelmente a exibição mais consistente de todos os sectores do Benfica.

Post IV – Informo ainda, que ficarei muito satisfeito com um empate amanhã. Não tenho problema em afirmar isto.

Post V – Curvo-me em memória do antigo presidente do Benfica João Santos. Pode não ter sido dos melhores, mas foi o presidente que teve a oportunidade de assistir a duas finais da taça dos Campeões Europeus. A quantas foram os presidentes da colectividade do Lumiar?

terça-feira, fevereiro 15, 2005

regresso à base

e pronto, voltou tudo à normalidade.

depois de uma semana intensa de histeria por parte da massa benfiquista, eis que, com a cabeça entre as orelhas, regressaram à base, carrancudos. a instituição empatou, voltou a jogar o seu futebol raquítico e quim (guarda-redes) foi o melhor em campo - nada de novo... o pós-minho foi traumático para os vermelhinhos.

os (pobres) estados de alma benfiquistas:

pré-minho - "estádio de braga quase esgotado para receber a equipa maravilha da instituição, cujo seu futebol tem deslumbrado o mundo. venceram a poderosa académica - podem vencer tudo e todos"

pós-minho - "nem jogaram nada mal e empatar em braga foi bem bom. pronto"

o sporting voltou a golear, é o sexto melhor ataque da europa e humilhou o rio ave - esta equipa esmagada em alvalade só não venceu no alguidar da luz porque simão marcou um golo em fora-de-jogo... nada de novo.

post - a grandeza do sporting fiou escrita por carlos brito. o rio ave sofreu o quinto golo e o treinador dos vila-condenses tirou o único ponta-de-lança que tinha em campo e colocou um defesa central...

sexta-feira, fevereiro 11, 2005

Curtas, rápidas e o tal a quem chamam de senil

- Olegário Benquerença foi ouvido pela PJ na qualidade de testemunha, diz ele, as questões que se colocam são: de testemunha de defesa de PC? De testemunha de defesa do fiscal de linha que não assinalou o golo na Luz? De testemunha em como recebeu uma prenda no dia de aniversário? Ou simplesmente, de testemunha das meninas?

- João Bartolomeu também foi à PJ. Será que também foi como testemunha ou como arguido? O que terá a amiga Isabel a dizer?

- Afinal quem tem a carta de demissão. Os despojos de guerra ainda se viam hoje nos corredores do edifício visconde.

- Carmona Rodrigues decidiu criar a Taça Cidade de Lisboa, com modalidades amadoras metidas à mistura, (as tais que o travassos não gosta). Passa assim, a haver mais uma (s) taça (s) para os melhores do mundo ganharem.

- A Liga ajudou os partidos e decidiu que em dia de eleições, o povo não vai à bola.

Post I – O tal senhor que o travassos tem a ousadia de considerar senil, chama-se Trapattoni, e apesar de muitos o considerarem idoso, é só o 4º treinador do Mundo com mais títulos: 1 Liga dos Campeões, 1 Super taça europeia, 1 Taça intercontinental, 1 Taça das taças, 3 Taças UEFA, 7 campeonatos italianos, 1 campeonato alemão, 3 Taças de Itália, 1 Taça da Alemanha, 1 super taça de Itália e 1 super taça da Alemanha.

Post II - É lógico que dirás, que o homem está velho e que nem sabe que é o treinador do Braga, e então? Não será mais importante saber como joga a equipa.
O problema do Benfica não é o treinador, e tu sabes bem.

Post III - Mas também és capaz de te lembrar de um sir inglês de bastante idade, que queria era copos e golfe, e que andou ali para os lados do Lumiar.
Mas há mais, desde um Boloni atrás do bêbado do Jardel, do Materazzi (essa ave rara) dois meses, lembras-te, de um tal de Jozic (também era novo, este) ou de um tal de Waseige (qual é o historial deste, sabes?).

o senil trapattoni cardinali

o circo da luz proporciona a todos os amantes do “maior espectáculo do mundo” pérolas diárias. está na sua génese e vem da sua inauguração o leitmotiv do seu movimento – “a divertir o povo desde 1908”, diz o verdadeiro slogan da instituição, por baixo da roda de bicicleta e antes do plágio ao escritor alexandre dumas.

senhoras e senhores, meninas e meninos, eis trapattoni cardinali.

na conferência de imprensa desta tarde, este reformado italiano voltou ao grande círculo. sem rede e no trapézio, caiu mas colocou o nariz de palhaço. e disse das suas, referindo-se ao seu próximo adversário, o sp. braga – treinado por jesualdo ferreira:

“pacheco conhece bem a equipa, porque já esteve no benfica”, afirmou, em tom taxativo, giovanni trapattoni. alguém fez a correcção, lembrando ao senil e turista italiano que adora sentar-se nos bancos fórmula 1 do alguidar da luz que o treinador do sp. braga é jesualdo ferreira… e não jaime pacheco. trapattoni irritou-se, ainda ficou na dúvida: “não é o pacheco? pronto, seja o jesualdo ferreira”.

isto aconteceu na superliga.

mas não é novidade no seu currículo. na folha de trapattoni cardinali – impedido de treinar equipas em itália a nível profissional (percebe-se porquê…) – consta ainda mais uma plêiade de anedotas circenses.

logo à primeira jornada, trapattoni cardinali ficou surpreendido com um jogador adversário. pablo rodriguez. a sport tv gravou a conversa entre um estupefacto técnico na aposentação e um atónito álvaro magalhães, no jogo com o beira-mar em aveiro.

álvaro magalhães: “faltam cinco minutos, meta o paulo almeida! (...) o paulo almeida, um gajo fortíssimo... no meio.”

trapattoni: “sai o delantero, é?”

álvaro magalhães: “não. pode ficar mesmo assim.”

(...)

trapattoni: “quem é o deci?”

álvaro magalhães: “o dez?”, ripostou o adjunto indignadíssimo, gaguejando. “é… o… pablo rodriguez. o pablo rodriguez”.

post – há muitas mais histórias desta incompetência. mas a apaf (associação portuguesa de árbitros de futebol), liderada por antónio costa, lá vai combatendo esta falha e disfarçando a mediocridade que grassa para os lados do alguidar da luz. não fosse o colo quentinho dos árbitros e a instituição, se calha, já não contava com este turista pé-descalço…

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

… agora é o voleibol

a euforia carnavalesca dos benfiquistas tem uma razão muito forte. para além da vitória no alguidar da luz – sempre difícil para a instituição nos tempos que correm –, os adeptos estão no sétimo céu devido ao triunfo nas modalidades amadoras. quando o futebol não dá…

esta é uma política praticada pelos vários dirigentes da instituição há uns anos a esta parte – com papas e bolos se enganam os tolos…

quem se não lembra das brilhantes vitórias do hóquei benfiquista. e
dos milhares de pedidos dos adeptos para que se não fosse embora panchito velásquez, essa pérola do hóquei mundial – as manifestações fizeram lembrar a enchente à sala de imprensa do antigo estádio, com uma balofa agarrada à fotografia de joão pinto a gritar, entre alguma baba, “o joão é nosso”. o futebol em maré-baixa e vai de usar o pobre rapaz argentino.

o hóquei lá teve os seus dias, panchito lá zarpou e a equipa de futebol continuou a não dar nada. já é típico anunciarem contratações de jogadores em vésperas de assembleias gerais ou confirmar a contratação de mário jardel como triunfo eleitoral…

assim, sem panchito e com o gaidão no fc porto (agora no sporting), ambos dispensados, a direcção pensou num sucedâneo, visto o futebol andar pelas ruas da amargura. futsal foi a solução – foi ver lf vieira em cuecas a dizer que era a melhor equipa do mundo e os benfiquistas acreditaram. passada a euforia e o sporting voltar a tomar conta da modalidade (ainda pediram a dias da cunha para mostrar as meias depois do título de futsal deste ano, mas ele não quis...) eis que surge o voleibol. não é preciso escrever nada, o próprio “glorioso” já escreveu…

este é o ano do voleibol. não tem mal, podia ter calhado ao esmoriz, que também não tem futebol…

post- os benfiquistas até já festejam o vólei. o que se segue - a petanca?

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

Mais um massacre do Sporting, coitadinhos!

Este post talvez já venha um pouco atrasado, mas não tive ocasião de o escrever antes. De qualquer forma, como ainda não vivemos nova jornada da SuperLiga penso que ainda terá a sua actualidade.

Aparentemente, o Sporting foi goleado na Madeira por 3-0 pelo Marítimo. Mais um jogo em que a melhor equipa de Portugal, talvez da Europa e quase de certeza do mundo massacrou, deu um baile de futebol. Digo isto porque, segundo os novos items que decidem os vencedores dos jogos em que o Sporting participa (pelo menos os que alguns dos meus caros colegas sportinguistas aqui defendem), a equipa do equipamento prisional deu um baile. Se não vejamos.

O Sporting venceu por 11 remates contra 10 e impôs-se nos cantos por 5-2. A posse de bola não constava no jornal O Jogo que consultei, mas pelo que vimos tb deve ter pertencido na sua maioria aos leões (de Alcochete, leia-se). O Marítimo só num item esteve melhor. Marcou 3 golos contra 0 do Sporting, que esta jornada nem com um autogolo do adversário contou, como tinha sucedido na jornada anterior, em Alvalade, frente ao V. Setúbal, quando evitou a derrota.

Claro que isto de acertar na baliza contrária é um pormenor que em nada conta para determinar o vencedor de um jogo. É que o futebol é uma espécie de patinagem artística, em que o que conta é a nota artística. Meus amigos. Vitórias morais todos os clubes as têm, não é exclusivo dos jogadores de equipamento prisional.

O árbitro do encontro passou a juntar-se a Elmano Santos, que o bom Travassos aceita que apite jogos do Sporting - é o único que eu conheço que pode fazê-lo. É que Paulo Baptista ajudou o Sporting a evitar a vergonha de sofrerem ainda mais golos quando não mostrou o cartão vermelho directo a Polga ao minuto 28', quando o defesa puxou Bibishkov à boca da baliza de Ricardo, cometendo penalti.

Como sei que o bom Travassos tem dúvidas em relação ao lance (eu sei que é impossível acreditar que alguém tenha dúvidas, mas o bom Travassos surpreende-nos quando fala do Sporting), aqui deixo o que as regras do jogo da FIFA (sim, fui à fonte) dizem. Há 7 faltas que obrigam o árbitro a mostrar vermelho directo e a 5ª diz o seguinte: "destruir uma ocasião clara de golo de um adversário que se dirija em direcção à sua baliza cometendo uma falta passível de um pontapé livre ou de um pontapé de grande penalidade". Ora, como foi penalti e acho que o bom Travassos não nega que seja penalti, estamos conversados. VERMELHO DIRECTO.

A brilhante exibição do Sporting no Funchal (o resultado foi um pormenor que não importa) foi ainda conseguida frente a uma equipa que terminou o jogo com menos um jogador em campo (afinal o Sporting também joga com equipas com jogadores expulsos) não tinha o seu melhor defesa-central e um dos melhores a jogar em Portugal Van der Gag, sem Manduca, um dos goleadores do Marítimo, e já sem Leo Lima, que era um dos esteios da equipa quando o Benfica foi empatar nos Barreiro. E como o empate, na altura, foi merecedor da chacota geral!!! Eu lembro-me de Trapattoni dizer que muitas equipas iriam ali perder pontos, mas se calhar foi a senilidade de Trapattoni a falar, não é bom Travassos???

Já nem falo da esperança frustrada dos sportinguistas em novamente não conseguirem sequer chegar à liderança, o que levou os cabeçudos do Carnaval de Torres a serem encontrados no Funchal. Nem do ridículo que foi ouvir o treinador-adjunto do Sporting (eduardinho, não é?) dizer "Basta" de perder pontos e depois ver a sua equipa levar três.

Dou isso de barato.

P.S. O Glorioso, com jogadores pernas de pau, que não joga nada, lá vai fazendo pela vida. Vamos tentar ganhar ao Sp. Braga. Tentar apenas.

P.S2 Registo mais um troféu a cores para o Glorioso. Vencedor da Taça de Portugal em voleibol.

O grande Rui Costa

Portugal-Brasil, final do Mundial sub-20 em 1991. Penalti de Rui Costa dá a vitória à selecção.

Portugal-Irlanda. Grande golo de Rui Costa carimba apuramento da selecção para o Euro 96, pondo fim a ausência de 10 anos em grandes provas internacionais.

Portugal-Inglaterra, Euro 2000. Apesar do primeiro ter sido de Figo, grande exibição de Rui Costa conduz a selecção à vitória num dos mais fantásticos jogos de futebol de que há memória.

Travassos: Só a tua aversão à selecção pode justificar tamanha injustiça em relação ao Rui Costa, um grande jogador que geriu mal a carreira (tens razão quanto à Fiorentina) mas que não perdeu valor por isso.

o “bluff” rui costa

este é, talvez, o assunto que mais custa aos benfiquistas. admitir que rui costa é um “bluff” é como colocar sal numa ferida aberta. isto porque não conseguem encaixar que este jogador mediano – ao nível do que rui barros está para “la famiglia” – é o grande produto das escolinhas do seixal da instituição e não chega, sequer, perto do estatuto de um cristiano ronaldo, que anda nisto há pouco mais de dois anitos.

na selecção foi sempre a sombra de luís figo, o melhor jogador português de todos os tempos; mas também de deco, ronaldo e até maniche. triste sina...

a história pobre deste senhor de massamá conta-se rápido, para tristeza da massa acéfala benfiquista que por ele chora todos os anos para vir tirar a instituição da lama. saiu da instituição para entrar pela porta pequena no campeonato de itália – assinou pelo rio ave da série a italiana, a fiorentina.

em florença passou sete anos e tornou-se ídolo vestido de roxo (venceu duas taças…). clube falido e na série b, viajou para o ac milan, o ponto mais alto da sua carreira. aí, não sai do banco, suplente (muito pouco) utilizado pelos treinadores que já passaram pelos “rossoneri”. em falta: tornou-se o pior número 10 de sempre dos milanistas, com um golo apontado e poucos minutos jogados; pouco decisivo nos títulos da equipa.

ficou célebre – e está escrito no livro de silvio berlusconi – a final da liga dos campeões em 2003. o presidente do ac milan não aguentou a mediocridade da exibição de rui costa e desceu ao balneário, no intervalo, para obrigar ancelotti a substituí-lo.

para disfarçar, rui costa (símbolo criado pelo jornal “a bola” e benfiquistas afins…), diz em desespero que os seus golos são as suas assistências. tss… este futebolista razoável e simpático que reivindica sempre o úmero 10 (quão mal lhe fica…) não ficará na história da fiorentina (está lá batistuta), nem do ac milan (kaká em menos tempo já o é). da instituição, sim – os benfiquistas olham para ele saudosos e não entendem por que figo é um ídolo por onde passa (sporting, barcelona, real madrid e selecção; fifa e france football). figo está a terminar a carreira e eis que surge outro – cristiano ronaldo.

post – hoje joga a selecção. pena. não gosto da selecção nem um bocadinho. nunca gostei – só sofro, e muito, por um clube, que é o sporting. e não sofro 1/1000 avos pela equipa de “todos nós” numa final de um mundial como a aorta se me aperta num jogo particular do sporting com o gil vicente…

1. a selecção é para mim um misto de saltillo (mundial 1986), com o artigo 69º lido e enfatizado por gilberto madaíl em horário nobre nas televisões depois da vergonha do japão/coreia (mundial 2002). as guerras entre a instituição e “la famiglia” para ver quem leva mais jogadores à selecção (casos como carlos manuel, jaime pacheco, jordão ou gomes); e a tristeza de antónio oliveira e as putas. há ainda a menina paula e os pontapés na porta…

2. a selecção deu-me poucas alegrias. deu-me mais tristezas. claro que acompanhei com regozijo a campanha de scolari no euro 2004 e fiquei triste pela derrota na final (ao jantar já tinha esquecido o golo de charisteas...). assisti ao vivo aos encontros frente à espanha, inglaterra, holanda e grécia (final). vibrei e fiquei desiludido. fosse o sporting a perder uma final assim e não esqueceria nunca esse dia. assim, contemplei a festa da equipa adversária no alguidar da luz…

adenda - para não pensar-se que "isto" do rui costa é uma embirração com a instituição ou com a selecção, estendo a minha opinião em relação a del piero. este é outro jogador que considero sobreavaliado - nunca passou da mediania, mas aqui a culpa não é do jornal "a bola".

Filosofia Sportinguista

A filosofia do Sportinguista define-se em vários aspectos, senão vejamos:

- Para o Sportinguista não existe melhor jogador que o que actua na sua equipa. Eles possuem a melhor equipa, porque nela constam os melhores de Portugal, da Europa e alguns até do mundo.

- Para o Sportinguista, os jogadores que actuam nas outras equipas são todos uns pernas de paus, uns alijados, umas muletas ambulantes.
- Se existe algum jogador que sai do Sporting para outro clube português, orgulham-se de o ter formado, mas em seguida, dizem que o mesmo é mau, não aprendeu nada na formação, chegam mesmo, a afirmar que “ganhou-se um jogador perdeu-se o homem”. Eu sei que parece incoerente, mas é a realidade. Exemplos: Simão, Assis.

- Quando um jogador de outro clube se transfere para o Sporting, esse memo jogador passa a ser o melhor do Mundo. Exemplos: Paulo Sousa, era visto como um camião ambulante, tinha tido sorte quando naquele jogo no Bessa foi para a baliza e defendeu no último minuto o remate do jogador boavisteiro, que já festejava golo. Quando chegou ao Sporting era um verdadeiro número 6, um patrão do meio-campo com passes teleguiados, jogava de olhos fechados. Para já não falarmos de Pacheco, esse monstro sagrado na turma leonina, que passou pelo Benfica como o terno banco, o eterno 15 minutos finais, que nem centrar sabia.
Para ajudar ainda mais a esclarecer este ponto, não podia de deixar de falar do eterno verdadeiro artista, jvp, esse mesmo, o tal que saltava tão bem para a piscina como Ian Thorpe, o que destabilizava o balneário, o indisciplinado, o chulo do Benfica, passou em meia dúzia de dias, a ser o verdadeiro artista, de forma pujante, rasgava as defesas adversárias, sendo as mesmas, obrigadas a colocar o pé (que ninguém via) e a fazer penalty sobre o menino de oiro.
É lógico que havia mais exemplos: Jordão, Gomes, Jardel, etc., mas fiquemos por aqui.

- Os adeptos sportinguistas têm ainda um fetiche pela televisão a cores, considerando que só após o aparecimento da mesma, poderemos contar títulos e factos importantes na história do futebol. Esquecem-se os mesmos adeptos, que sempre foi a cores o futebol, apenas não existiam as infindáveis transmissões televisivas que ocorrem nos dias de hoje. E pelo que me ensinaram, o jogo ganha-se no campo e na televisão.
- Outra particularidade no Sportinguista é a sua equipa não jogar mal, e sempre que perde, a derrota tem como principais factores, o árbitro, a falta de sorte, o vento, a chuva, o poste, a barra. Em relação aos adversários directos, todas as suas vitórias têm como principais factores, os memos, mas de forma inversa.

- Falam das goleadas históricas que os rivais apanham em certos momentos, esquecendo sempre as suas, chegando ao ponto de considerar que existe diferença entre 4-1 e 3-0.
- Falam dos anos de seca, mas esquecem-se dos 17 anos sem glória nem títulos. Para eles, esses não contam porque alegam que na altura mandava o tal de sistema.

- Para eles, só existe um clube que forma jogadores, o Sporting, todos os outros, roubam a outras equipas, ou roubavam às antigas colónias. Mas mesmo assim, esses mesmos jogadores formados pelo Sporting deixaram de ser bons, a partir do momento em que deixaram à academia de touros.
- Falam mal da selecção, mas depois alegam que a mesma devia era possuir jogadores da sua colectividade, como se isso fosse factor de qualidade na equipa das quinas.

- Nunca dizem mal dos seus dirigentes, para eles, são sempre os melhores gestores, os que possuem melhores ideias, os mais honestos e incorruptíveis. Gozam com os presidentes dos rivais esquecendo que a sua própria história possui, dirigentes que só os enobrecem. Exemplos: Sousa Cintra, Jorge Gonçalves.
- Metem-se na vida dos clubes rivais, mas acham que os outros não podem, (porque nunca sabem) meter-se na vida da sua colectividade. Exemplo: mano da ferreira Leite na última segunda-feira. Para esses sugiro que leiam um site sobre as críticas á gestão da colectividade.

Havia muito mais para dizer, mas aguardo serenamente os diversos comentários que irão com certeza surgir.

Post I – Aconselhem o mano da ferreira Leite a ler o site acima exposto. E que acalme o facho, porque senão ainda lhe dá um AVC.

Post II – Levem lá o prémio dos melhores do mundo que nós continuamos a usufruir do historial. Para muitos ainda significa algo.

Post III – Quem quiser pode trocar sportinguistas por melhores do mundo, ou por lagartos.

Convocatórias e suas histórias

A verdade histórica das selecções foi sempre desenhada por jogadores dos três maiores clubes nacionais.
De há uns anos para cá, ou seja, desde 2000 que o poder do “núcleo estrangeiro” na selecção dita leis e regras, excepção feita ao euro 2004, muito por culpa da carreira do fê-cê-pê.
Mas mostremos então a realidade, e pegando apenas nos últimos três europeus.

Em 1984 no famoso terceiro lugar em França, a nossa selecção possuía essencialmente jogadores do Benfica e fê-cê-pê. Comandada pelo artista Chalana, passava a sua defesa por Bento, Álvaro e Veloso (slb), João pinto, Lima Pereira e Eurico (fcp), meio campo com Carlos Manuel, Diamantino e Shéu (slb), Frasco, Sousa, Jaime Pacheco e Jaime Magalhães (fcp), na frente, Jordão (scp), Nené (slb) e Gomes (fcp).

Em 2000, tudo se alterou e a maior parte dos jogadores estava no estrangeiro, existindo apenas alguns “portugueses” e na sua maioria do fê-cê-pê: Baía, Secretário, Jorge Costa, Capucho, Pedro Espinha e Costinha, havendo ainda do scp, Sá Pinto, Beto, Rui Jorge e Vidigal, o slb apenas levava Nuno Gomes, já que João Pinto estava despedido.

Em 2004, tínhamos do Benfica, Moreira, Miguel (a revelação), Tiago, Petit, Simão, Nuno Gomes, do fê-cê-pê tínhamos Paulo Ferreira, Nuno Valente, Ricardo Carvalho, Costinha, Maniche, Deco, do Lumiar veio Ricardo, Beto (para aquecer o banco) e Rui Jorge.

A questão que se põe é: apesar de terem ficado no banco e não terem jogado como diz o amigo travassos, não são na mesma, Vice-campeões da Europa?
Aliás, o que eu estranho na posição do travassos, é que não tenha percebido, que os jogadores da sua colectividade também não jogaram, à excepção claro, de Ricardo, que chegou a ser decisivo no jogo da Inglaterra, em paralelo, se quisermos, com Nuno Gomes no jogo com a Espanha.

Quanto à Leonor e ao ultramar, como pode constatar não foi só nos anos de ocupação ultramarina que Portugal era composto por jogadores do Benfica. Aliás, tal era a importância que se dava a essa situação, que existiu a célebre profecia de Vale e Azevedo. (parece que se está a cumprir, sem ele e uns anos mais tarde).

A questão principal que se põe não é se é particular ou oficial, é um jogo da selecção.
E tem a importância de ser aqueles 22 ou 23 que representam neste momento para o seleccionador o melhor plantel português.
Depois de as lesões logo se verá.

terça-feira, fevereiro 08, 2005

a instituição e o ultra-mar

desde que o processo de descolonização foi espoletado em 1975 – com o adeus às colónias da guiné-bissau, angola e moçambique – que a instituição deixou de levar jogadores à selecção (leva um ou outro de tempos em tempos…). deixou de existir o ultra-mar e a espinha dorsal tão portuguesa da equipa do estado novo ruiu – leonor pinhão, esse baluarte de todos os benfiquistas, ainda vem com a história do tempo em que a instituição só tinha portugueses… saudades de salazar e seus acólitos.

agora, a instituição leva mais jogadores do que o normal à selecção, um recorde lá no bairro de benfica, que os deixa em extâse. mesmo sabendo que deste lote, três não serão sequer titulares; e foram chamados porque se trata de um par-ti-cu-lar. mas advogar, como fez o “glorioso”, que este enorme feito para a pobrezinha agremiação é fruto das escolas da instituição não lembra nem ao careca! pior: refere-se ao sporting (sempre o sporting…) como estando numa situação grave por levar dois jogadores e, um deles – ricardo –, não contar porque não faz parte da formação do clube… hm?!

isto é uma anedota, descendente da árvore genealógica circense benfiquista.

quantos jogadores da sua formação coloca a instituição na selecção?! simão, assis (estou a ser simpático), manuel fernandes, ricardo rocha, quim ou nuno gomes? nenhum: os três primeiros foram formados no sporting; sp. braga e boavista criaram os outros… mas a instituição está quase a colocar, finalmente, um produto da sua famosa escola na selecção: miguel veloso está pertinho…

o melhor resultado de sempre da selecção – no euro 2004 – contou com uma fraca participação de jogadores da instituição. pior: os poucos, raramente foram titulares durante a prova, entrando a meio da segunda parte dos encontros.

nuno gomes foi sempre suplente de pauleta; simão humilhantemente secundarizado pelo imberbe ronaldo; quim (na altura do sp. braga) esteve de luvas colocadas, mas no banco a olhar para o ricardo sem luvas na baliza; petit e tiago preteridos por costinha e maniche; moreira entregava as garrafas de água aos profissionais… e, depois, rui costa: simpático, este bluff do futebol, serviu para ir chamar os jogadores no aquecimento.

e ainda: a selecção estagiou no centro de estágio da instituição, no seixal… ou estarei enganado? foi na margem sul, isso foi.

post – estas vitórias de pirro dos benfiquistas dão-me algum gozo, confesso. tanto quanto a festa por terem ganho ao último classificado da superliga…

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

trasntorno bipolar benfiquista

o triunfo da instituição sobre a académica voltou a colocar os benfiquistas no céu – voltam a ser co-líderes, à melhor de serem primeiros com os mesmos pontos que “la famiglia”… à 20ª jornada! são mais de dez anos a pão e água. isto é normal…

mas nem todos os benfiquistas estão contentes. os jogadores, esses, nos festejos dos golos de ontem levaram as mãos às orelhitas a pedir assobios aos adeptos em pleno alguidar – luisão pediu mesmo uma vaia. isto é um estado bipolar. adeptos de um lado e do outro os jogadores, treinador e trapattoni (técnico aposentado em itália e impedido de treinar equipas do primeiro e segundo mundos; actualmente de férias em portugal com poiso ocasional nos bancos fórmula 1 que tanto orgulham benfiquistas e leirienses).

mas é o transtorno bipolar do típico adepto benfiquista que assusta. o “lampião” tem crises depressivas graves e fases leves de elevação do humor (hipomania). as crises de elevação do humor podem não ser identificadas ou referidas porque o doente se sente “acima do normal” – quando a instituição vence o último classificado (académica) ou rouba sem pejo um estoril ou um sp. braga. aqui festeja com muita energia e alegria, sem perturbações óbvias.

a depressão é o mesmo estado, mas no pólo oposto. se o tratamento for à base de uma medicação exclusivamente com antidepressivos, não se verifica uma estabilização, podendo surgir crises frequentes e uma viragem do humor. e aqui, trapattoni começa a ver lenços brancos, algumas cuspidelas e os treinos interrompidos por adeptos que querem galgar as redes do centro de estágio… do jamor!

o estado eufórico aconteceu à 3ª, 4ª, 5ª, 6ª, 7ª e 9ª jornadas. o benfiquista chamou a isto o hexacampeonato. pode ser que venha aí o hepta… já falam, até, em carnaval, quando há 15 dias não saíam do alguidar da luz, presos nas ombreiras devido ao inchaço das cabeças pela lição de bola do beira-mar!

e depois admiram-se que andem aí a cair que nem tordos… é a depressão que dura há uma década.

post – o estado é tal e tão grave que os benfiquistas falam da (não) expulsão do polga no jogo com o marítimo. são os mesmos que depois do massacre no alguidar ao antónio costa não viram bruno aguiar a agredir liedson…

Post Carnavalesco

Esta é a semana do Carnaval.
Por vários pontos do país celebra-se essa quadra, que se diz, já existir desde os tempos dos romanos.
É nesta época que alguns se mascaram, homens vestem roupas de mulheres, mulheres de homens, ou então vestem fardas de profissões que não têm nem nunca andam de ter.
Depois existem ainda aqueles que aproveitam esta altura para fazerem de bobos*.

Em Portugal existem vários locais onde o Carnaval é festejado de forma mais efusiva, sendo um deles a ilha da Madeira, e principalmente a sua capital Funchal.
Este mediatismo que se alia ao do fim de ano tem nos últimos anos, como protagonista principal, Alberto João Jardim, o tal que Travassos compara a tiranos de países africanos quase desconhecidos por muitos, necessitando os mesmos de consulta num qualquer atlas à mão.

Mas esta semana é também uma semana, com muita azia para as hostes que vibram pela colectividade do Lumiar, em contradição, parece que ontem no Funchal houve festa até às tantas.
Pelo que alguns amigos me contam parece que o próprio Alberto João ficou triste de ter trocado esse verdadeiro Carnaval do Caldeirão, pelo comício nas terras frias de Castelo Branco. Política a quanto obrigas!

Vai ser uma semana difícil, porque os escribas cá do sítio que apoiam a lagartagem, não vão poder se queixar do árbitro (mais uma vez), porque esta semana nem um lance casual houve, apenas um “apanha que é ladrão” do tal campeão do mundo.
Pois é, afinal sempre é preferível ter umas torres gémeas, que um campeão do mundo que quando chega à Madeira, principalmente, deve sofrer com o clima ameno e acolhedor dessa ilha plantada no Oceano.

Não podem ainda falar em banho de bola, porque quem levou um banho foi a tal equipa que pratica o melhor futebol do país (é o que eles dizem…).
Aliás, não foi um banho de bola, foi um verdadeiro bailinho de bola, e com 10 jogadores meus amigos, e com 10.

Para agravar a agonia da lagartagem, o Benfica venceu (está melhor, há pois está), e colocou-se nos primeiros lugares.
Mais grave, ganhou contra onze, sem nenhum penalty de Simão, e mais grave ainda, sem qualquer lance duvidoso.

Esta portanto é uma semana de azia ali para os lados do Lumiar.
Para a semana, uma das revelações da época (rio ave) vem a Lisboa, como será se não perder? Teremos novamente lenços brancos para os lados do Lumiar? A ver vamos…

*Apetecia-me chamar-vos “cabeçudos”, mas fiquemos pelos bobos por uma questão de cordialidade…

Post I – Caro Travassos, como eu compreendo o teu incómodo com a lenga-lenga das hospedeiras. Para quem viaja de avião regularmente chega a um ponto de verdadeiro ódio por essas demonstrações.

Post II – Caro Travassos tinha razão no Sábado quando me dizia que o Sporting perdia no Funchal. Premonição?!

Post III – O desejo de qualquer benfiquista hoje é que o Boavista ganhe para colocar o Sporting no seu devido lugar (quinto), e ficarmos a olhar apenas para baixo, sem ninguém por cima. Este campeonato está realmente de loucos…


diário de uma viagem à madeira

a madeira traiu-me. foi a primeira vez. quando aterrei fui recebido com chuva e frio, quando habitualmente é o clima ameno, tropical, da ilha que me acolhe. mas pior: ao estado de pluvioso e geada – raríssimos que passam por este arquipélago – acrescenta-se outra grande traição. o sporting, um vitorioso nato nestas deslocações, somou a segunda derrota em onze anos – vinha de uma série de nove vitórias consecutivas sobre o marítimo e averbou duas nos últimos dois anos.

foi a minha primeira derrota no “caldeirão”. lembro-me, por exemplo, do triunfo sobre os maritimistas em 2001 (0-2, quando pedro barbosa, num lance de génio, matou o jogo). tarde de sol e noite quente; horas depois o boavista, segundo classificado, perderia o seu jogo e o sporting de bölöni praticamente abraçaria o título – foi festa pela noite dentro e o dia seguinte a ressacar no avião...

o sintoma da derrota é, agora, grave. as dificuldades têm vindo a aumentar neste pedaço de terra governado por esse tirano joão jardim – uma mistura do general togolês gnassingbé eyadema com o déspota rei nepalês gyanendra. há um ano, o sporting perdeu nos barreiros e, já esta época, na choupana, encaixou novo desaire ante o nacional. e sempre com muitos golos sofridos: não há campeão que resista, nem mesmo quando apresenta o melhor ataque do campeonato (seis golos sofridos em dois jogos).

além do lamentável e inédito cachecol que tive usar nesta estada na madeira (foi uma estreia, aliada a um blusão quente) tive ainda o coração frio até à volta ao continente. quando tudo está mal pode piorar, já diz a lei de murphy: eis que à chegada ao aeroporto para partir rumo a lisboa deparo com a equipa do sporting. os jogadores em fila, à espera para embarcarem, de rosto fechado. e josé peseiro, com aquela cara de padre loreno (este católico que agora veio verberar a família, que se quer fundada no casamento monogâmico entre pessoas de sexo diferente...).

peseiro-loreno olhava para os três jornais desportivos, comprados no aeroporto. títulos gordos a desglorificar o sporting. resignado, passou uma vista de olhos e enfiou-os no seu saco, antes de passar pelo detector de metais – que nem se atreveu a apitar perante tanta angústia. sentou-se atrás de mim no avião. a derrota deixou-o irrequieto. não se recostou no banco.

post – o mais difícil num avião é adormecer. e quando conseguimos, logo no minuto seguinte vem alguém cheio de dentes brancos acordar-nos para oferecer a pior comida que há no mundo. por que é que insistem?

post II – a lenga-lenga das hospedeiras antes do avião descolar sobre o colete-salvador e a máscara de oxigénio e das saídas de emergência e blá-blá-blá. agora está mais moderno: nem queria acreditar que no meio daquele discurso existe o toque neo-histérico. “antes de utilizar a máscara, pare de gritar antes de a colocar”. “pare de gritar?” … depois repete em inglês, o que deu para confirmar a minha suspeita!

sexta-feira, fevereiro 04, 2005

Tello foi espectador 1 milhão do Sporting

Não posso deixar de publicar neste blog o fantástico texto que se encontra na edição nº 72 do Inimigo Público. Para deleite de todos vós...

No Sporting-V. Setúbal, Rodrigo Tello dirigia-se para o seu lugar habitual no banco de suplentes quando foi surpreendido com uma agradável notícia: o prémio de "espectador 1 milhão" do novo Estádio de Alvalade. Gosto muito de me sentar aqui", confessou Tello. "Sento-me nesta cadeira praticamente desde a inauguração e vou continuar a trabalhar para me continuar a sentar no banco e, quem sabe, ser o espectador 2 milhões. Sonho impossível? Talvez. Mas também diziam que depois do Quarteto 1111 o José Cid nunca mais fazia nada de jeito e ele saiu com o '10.000 anos depois entre Vénus e Marte'. Por isso, vou acreditar.

Força rapaz. Mas toma cuidado ou o Pinilla ainda te rouba esse sonho de menino!


Benfiquistas na selecção

O Benfica é o clube que mais jogadores tem na selecção portuguesa. Numa altura em que se fala da renovação e em que Scolari apostou em alguns nomes para rejuvenescer o grupo, eis que o Benfica está representado por 5 atletas (Quim, Petit, Manuel Fernandes, Simão e Nuno Gomes). Já o Sporting tem 2 e o FC Porto 1.

A ausência de jogadores portistas nos eleitos de Scolari é compreensível. Afinal, a escola de samba origina situações destas. Jogam as contratações brasileiras e ficam de fora os jovens da casa ou contratados a outros clubes. Mais grave é a situação do Sporting. O clube que se ufana de possuir a famosa academia, o local por excelência de formação de futebolistas de elite consegue incluir apenas 2 jogadores na selecção portuguesa numa altura de renovação da mesma (e atenção que um dos escolhidos é Ricardo, que não pode ser apontado como um jogador formado em Alvalade ou Alcochete, já não se sabe muito bem).

O cenário melhora um pouco se olharmos para os sub-21... Em 20 convocados há 2 que utilizam o equipamento prisional. Tantos assim???? Pronto, vamos incluir os restantes que não são suficientemente bons para vestir a camisola das risquinhas. Só o grande Casa Pia tem 2. Mas depois não se venham queixar que de outros prováveis Nunos Assis, que o homem forte do futebol jovem leonino já lamentou não ter ficado no Sporting.

Se calhar a Academia de Alcochete serve para a criação de bovinos, de touros bravos. Era o sonho de Maurício do Vale.

quinta-feira, fevereiro 03, 2005

Resposta à resposta

Esta é uma época em que surgem muitas maleitas em várias áreas, entre elas, a saúde dos seres humanos.
É uma altura em que se começam a definir as capacidades que cada equipa possui para assumir candidaturas a títulos, que outras começam a lutar por um lugar europeu e existindo mesmo aquelas que começam a fazer pela vida para não cair no cadafalso desta SuperLiga só de nome.
E diga-se este ano, o futebol português vive um ano atípico em relação aos últimos dez anos, onde nesta atura, já sabíamos de antemão que quem ganharia o campeonato seria uma de duas equipas que se encontrava isolada por mais de cinco ou seis pontos em relação a todas as outras.
Hoje, ninguém pode afirmar com toda a certeza do mundo, quem será o campeão em Portugal. Apenas o podemos afirmar relativamente ao campeonato mais competitivo de sempre, o inglês.
E essa afirmação deve-se exclusivamente a um homem chamado José Mourinho, o mesmo que nos fez afirmar nos últimos dois anos que fê-cê-pê era campeão em Portugal.
Acho interessante que os meus colegas sportinguistas afirmem que serão campeões porque jogam mais ou que a luta se “triparte”, passo o neologismo, por Sporting, Porto e Boavista, porque são os campeões das últimas décadas.
Presumo, que caso o Braga vença os próximos dois jogos (Guimarães e Benfica) então também terão direito a constar dessa lista.
De uma coisa estou perfeitamente certo, que os benfiquistas aqui do burgo têm consciência que o Benfica não joga bem, que tem uma equipa pouco competitiva, que possui um treinador ainda a tentar perceber o futebol português, mas também sabemos que continuamos a lutar e temos todas as capacidades para sermos campeões esta época.
Mas, como afirmava no início, esta também é uma altura de maleitas ao nível da saúde de cada um, e por isso, aproveito a oportunidade para saudar o regresso do Sr. Fantástico às lides, após uma quarentena derivada a mais uma qualquer virose gripal (a nova moda na boca dos médicos). Amigo Fantástico, também eu nos últimos três dias tive que estar a banhos devido a uma constipação, provavelmente provocada por aquele verdadeiro “banho” que vexas afirmam que levei na última quarta-feira na catedral.
Mas antes, constipado e feliz, que acamado e frustrado.
Volta o meu colega a trazer a esta página de opinião que existiu um lance duvidoso no “wc” no último jogo com o Setúbal.
Permita-me que lhe diga que vi o lance, e pensei para comigo, eis a desculpa para o empate que os meus amigos vão encontrar. O lance é perfeitamente casual, em que a bola toca inicialmente no peito do jogador do Setúbal, sendo posteriormente transferida para o braço do jogador, qual lei de newton.
Mas eu desculpo, foi da febre!
Quanto a golos, bem, tenho pena não ter lido a sua opinião sobre o golo de Paíto na Catedral, mas provavelmente terá considerado um espectáculo de golo, um golaço, um fenómeno, quando o mesmo, não passou de uma infantilidade de toda uma equipa, que perdeu a bola na área adversária, que teve um defesa que não quis levar um amarelo, e finalmente de um central (o tal que real Madrid anda atrás, porque será?) que teve um lapso cerebral, daqueles que qualquer central tem. Lembra-se de Polga na Madeira, p.e.?
A respeito de números contabilísticos, não percebo a sua preocupação, até porque se não me falha a memória, a apresentação de contas da sua sad também não foi das mais famosas.
Ah, mas esqueci-me vocês sabem donde vem o dinheiro.

Post I – Acho interessante que alguns falem de voos da águia, estádios, ídolos, etc., e depois fiquem completamente envaidecidos porque já foi um milhão de pessoas ao “urinol”.

Post II – Passado que está um mês desde o início deste espaço, congratulo-me como colaborador do mesmo, pelos índices de respeito, cordialidade e correcção com que este espaço tem sido gerido, tanto pelos seus escribas oficiais, como pelos nossos queridos leitores e comentadores. Assim, vale a pena!

quarta-feira, fevereiro 02, 2005

diferenças nos massacres

o sporting voltou a massacrar – usando aqui um termo utilizado por josé peseiro no final do jogo com o v. setúbal. massacrou os sadinos do primeiro ao último minuto: o quádruplo dos ataques, o septúplo dos cantos e esmagadora maioria na posse de bola (70 para 30 por cento). resultado mau, mas exibição boa da melhor equipa desta superliga.

este massacre faz lembrar os massacres nos dois encontros recentes contra a instituição. primeiro em alvalade (2-1); depois no alguidar da luz (3-3). foi tudo idêntico: mais ataques, mais remates, mais cantos, mais posse de bola para o sporting. isto são dados (factos), não são ilações evasivas – logo, são irrefutáveis.

mas o mais espantoso é que no final do encontro com o vitória (negativo em termos pontuais para o sporting, apesar de continuar à frente dos crónicos candidatos ao título – fc porto e boavista), é que ninguém, inclusive os adeptos sportinguistas, veio queixar-se do árbitro. pelo contrário, o que demonstra quão errado está o post do “glorioso” quando diz não haver árbitros para apitar as partidas do sporting…

diferenças.

se o sporting empatou os dois jogos (v. setúbal, e instituição, na luz) e venceu outro (frente à instituição, em alvalade), por que existem diferentes reacções aos encontros?

porque, ao invés do v. setúbal, para equilibrar os massacres a instituição teve de recorrer à apaf (associação portuguesa de árbitros de futebol). no primeiro massacre, o juiz duarte gomes teve de expulsar (mal) o rui jorge – trinta (30!) minutos antes de mostrar o vermelho ao tosco alcides. no segundo massacre, pfff, antónio costa não expulsou bruno aguiar por uma entrada escandalosa aos 54 minutos (a única dúvida seria a expulsão por violência, por liedson ficar isolado ou por ter sido uma entrada por trás). antónio costa decidiu-se… pelo cartão amarelo! mais tarde viria a expulsar hugo viana por teatro shakesperiano de joão “palhaço” pereira.

são as diferenças nos massacres.

o sporting teria ganho estes dois jogos com a pobrezinha instituição, mas duarte gomes e antónio costa (melhor dupla que maxi lópez-robinho) não deixaram. quanto ao v. setúbal – jogasse como jogou no alguidar da luz (em 4-3-3 e sem medo do opositor, como quase todos o fazem…) em vez de colocar dois autocarros na sua baliza e, se calha, o resultado teria sido outro. mas esteve bem, tal como o árbitro hélio santos.

post – fica trapattoni. ou então, promovam o álvaro magalhães; mas prolonguem esta agonia. ou ainda: façam como “la famiglia” e contratem um treinador tipo-josé-couceiro.

post II – não sei quem calhou à instituição na taça de portugal, mas o antónio costa vai defrontar o beira-mar. do tanque silva…

post III - quando me referi aos candidatos crónicos ao título e não coloquei a instituição não estava a brincar. é à séria. são factos (mais uma vez irrefutáveis). neste século, portanto falo do presente (esqueçam o eusébio...), os únicos campeões foram o sporting, fc porto e boavista. é triste, mas é a dura realidade - outrora grandes e ao colo do estado novo, à instituição resta-lhe agora o lugar ao pé de um v. setúbal ou belenenses na disputa pelo título do quarto grande.

Resposta a Chalana

Agora que a temperatura atingiu níveis normais, volto a ter lucidez para entrar na sempre saudável discussão de opiniões e pensamentos. Serve esta prosa para responder ponto por ponto à sempre legítima (se bem que com pouco sentido de humor) opinião do meu camarada de blog chalana. Mas penso que em boa parte da tua opinião ficaste mesmo em fora-de-jogo:
- não sei exactamente o que quer dizer com "Matumba do Setúbal a resolver", mas tem toda a razão quando disse "massacre, massacre, massacre" (o terceiro massacre é da minha responsabilidade, mas perfeitamente justificado). O Sporting dominou do princípio ao fim e, na minha opinião (que vale o que vale), merecia ter ganho por goleada.
- De novo esta referência obscura ao "Matumba de Setúbal". Quantas oportunidades de golo é preciso uma equipa ter para se poder considerar um massacre? É verdade, Liedson não resolveu, como já fez em outros tantos jogos. Nem Sá Pinto, nem Barbosa, mas o Sporting também já ganhou títulos com estes dois jogadores e o deste ano, não está nada perdido, antes pelo contrário. Acho ainda curiosa a referência "nem de penalti lá iam". Nós não contamos com penaltis milagrosos (ou livres inventados à entrada da área) para ganhar ou empatar jogos. Como sabes, este ano o Sporting só beneficiou de um penalti num jogo em que até foi derrotado.
- Qual a parte de "Não foi por causa do árbitro que o Sporting não ganhou" é que não é clara? Se o meu caro Chalana viu o jogo, há um lance de um jogador do setúbal que domina a bola com o braço dentro da área, mas volto a dizer, admito que tenha sido casual.
- Não é um grande golo, é um chouriço. Remates a mais de 40 metros da baliza com o guarda-redes mal colocado são coisas fortuitas. Não constituem oportunidades de golo. Nesta categoria incluo o golo de Simão na taça.
- já critiquei muitas vezes o peseiro, por achar que nem sempre tem a opção correcta, mas não acho que tenha estado mal no jogo com o setubal. as mudanças no meio-campo foram boas e o sporting continuou com boa dinâmica no meio campo. Quanto à troca de avançados a cinco minutos do fim, não tem grande importância. Não é com mais avançados em campo que se marcam mais golos.
E já que estamos nestas coisas de números, deixo apenas um: 122,79 milhões. é o passivo da SAD do Benfica, que aumentou em quase 50 por cento em relação ao último exercício.

Qual é o adversário do Sporting na Taça de Portugal?

Penso que hoje foi o sorteio dos quartos-de-final da Taça de Portugal. Acho que o Benfica recebe em casa o Beira-Mar (vamos lá ver se é desta que ganhamos). Mas estava interessado era em saber qual é o adversário do Sporting. Não ouvi em lado nenhum? E já agora. Jogam em Alvalade, ou ficam-se pela Academia a jogar uns contra os outros. Assim, de certeza que o árbitro terá uma actuação irrepreensível...

Porque é que o FC Porto perde pontos?

O FC Porto tem perdido muitos pontos esta temporada. Desde que o apito dourado começou e houve uma série de senhores da Invicta constituídos arguidos que parece estar a ser difíil vencer tantos jogos como antigamente. Coincidências, apenas...

Números cruéis

- 16 entradas

- 27 Saídas

- 8 brasileiros ( 30,8%), 16 portugueses (61,5%)

- 3 contratações passaram a empréstimos;

- 9 Vitórias, 7 empates, 3 derrotas

- 3 derrotas em casa e 4 empates.

- 5 vitórias e 4 empates fora.

- Apenas 24 golos marcados e 13 sofridos.

Eis os números cruéis de fê-cê-pê e de Victor Fernandez.


terça-feira, fevereiro 01, 2005

Seis em um

Post I – Massacre, massacre, mas teve que ser o Matumba do Setúbal a resolver.

Post II – Massacre só se for pelas 20 oportunidades de golo que infantilmente falharam. Liedson (a pensar no filho) não resolveu, Sá Pinto não resolveu, nem Barbosa (Nem serviu a Laureano chamar tanto por ele) resolveu, resolveu o Matumba do Setúbal, porque nem de penalty lá iam.

Post III – Afinal ainda não está encontrado um árbitro do agrado dos leoninos. Hélio Santos não teve qualquer erro, mas os lagartos ainda acham que existem uma mão toda manhosa, que ninguém viu, só eles. Assim, nem o Collina.

Post IV – A peixeirada que o irmão da Ferreira Leite fez ontem no Dia Seguinte. Mais um bocadinho e rebentava a veia central proeminente no meio da sua careca. Agradeça ao Pedro por terem ido para Espinho.

Post V – O golão de Jorginho em Alvalade. Não é um chouriço é um grande golo, e mais um, para colocar na conta, da casa de frangos Ricardo.

Post VI – Como é possível, ninguém criticar Peseiro? Então a empatar em casa com o Setúbal, troca um avançado por outro a 5 minutos do fim? Era o tudo por tudo?

O senhor para os próximos seis meses....

O homem estava em Espinho para mais uma das festas de aniversário, esperava-se a qualquer momento, mais um dos seus discursos inflamados.
Mas aquele era um dia especial, lembrava o dia em que tinha despedido Octávio e contratado Mourinho, era assim, mais um dia especial.
Acabara de despedir Fernandez, e trocava-o por Couceiro.

Ficamos a saber que não se demite (como se isso fosse possível), que amanhã será um dia de glória, honra, que os adversários iriam ser mais uma vez ultrapassados. A lenga-lenga do costume.
Mas, O problema do fê-cê-pê não é treinador, é presidente.
Com o apito dourado, PC perdeu a sua influência, perdeu a sua capacidade autoritária no mundo do tão famoso “sistema”, para aliar a tudo isto, confraterniza com uma companheira mais jovem que ele, que requer a sua máxima atenção.

A grande questão é a analogia que PC fez entre Mourinho e o próximo treinador do fê-cê-pê, que tudo indica ser José Couceiro. Das poucas coisas que têm em comum será mesmo o primeiro nome.
Ora vejamos, Couceiro tem um passado no futebol, uma história em que começa como jogador mediano, fazendo mais carreira no sindicato onde chega a presidente, e começa a ser reconhecido do público. Alguns anos depois, é chamado para o Sporting como director desportivo, tendo caminhado para Alverca, após o chamamento de LFV. Quando o Alverca despede o seu treinador, Couceiro assume o seu lugar, levando o Alverca para a segunda divisão, donde ainda não saiu. Este ano fez a sua carreira em Setúbal (outras das poucas coincidências com Mourinho).

O trajecto de Mourinho é sabido, imensos treinadores de nomeada que secundou, o que Couceiro não pode afirmar, passou pela a Luz, Leiria e depois Antas.
Mourinho é disciplinado, trabalhador, metódico, com uma confiança levada ao extremo (há quem lhe chame arrogância), Couceiro como disciplinador, tem o caso de Bruno Moraes, que afirmou que nunca mais jogava na sua equipa, e depois, pressionado pela equipa e direcção do Setúbal, volto atrás, e ainda festejou uns golitos de Moraes.
Tenho amigos do norte do país que estão a rejubilar com a chegada de Couceiro, porque consideram o novo Mourinho em Portugal. Aliás, diga-se que o próprio Mourinho afirmou que o melhor treinador em Portugal era Couceiro, mas a última vez, que apontou para um treinador deu no que deu. Para quem não sabe, Mourinho referia-se então a Luís Campos.
Couceiro não é Mourinho. Couceiro não vai conseguir domar uma equipa feita de brasileiros. Eis a diferença, Mourinho teve tempo para dizer quem queria como jogador, foi buscar meia dúzia de jogadores a equipas secundárias, Couceiro vai ter que jogar com os que tem, e rentabilizá-los para os mandar embora.
Couceiro terá o mesmo problema que Fernandez, a indisciplina de um equipa de vedetas, de brasileiros encostados ao sol europeu e a ganhar fortunas, e não terá, porque não pode, um presidente autoritário, mandão, que se sente no banco para impressionar.
É o terceiro treinador, este ano a pisar o relvado do Dragão, é uma equipa constituída na sua maioria por brasileiros (ontem foram mais dois), é um certo abalo em termos organizativos e directivos.

É uma história antiga, que infelizmente conheço bem, passou-se há uns anos na Luz, e o reflexo está aí, aos olhos de todos.

O delírio febril de um engripado

Fui um dos vários milhares de portugueses que nos últimos dias foram atacados pelo temível vírus da gripe. Aliás, a minha casa transformou-se numa autêntica zona de quarentena, onde todos ficaram de cama. Só os gatos escaparam. Consequência, fiquei em casa, a assistir ao desenrolar de mais uma jornada da SuperLiga, até porque opções não eram muitas. Logo por azar, não houve jornada da Premier League, que, ao contrário do que muitos dizem - e disseram, logo após esse suposto grande jogo Benfica-Sporting para a Taça- continua a ser melhor, a grandes distâncias, do futebol luso.
Naturalmente que, no sábado, escusei-me a ver esse Moreirense-Benfica, em que a instituição lá ganhou de novo contra uma equipa reduzida a dez - mais um para juntar à lista do meu caro consórcio Travassos. Estava com quase 39 de febre e de certeza que ver um jogo entre uma equipa treinada por Vítor Oliveira e a instituição do bairro de Benfica não ia trazer grandes melhorias ao meu estado de saúde. Para além do mais, o resultado deste jogo interessava-me tanto como o Sepins-Carapinheirense, esse clássico duelo que tem marcado ano após ano os campeonatos da Associação de Futebol de Coimbra. E o meu tempo útil do dia em frente à televisão já se tinha esgotado durante a tarde a ver uma hora de CSI. Perder o meu tempo a ver televisão de fraca qualidade, seria uma tortura para lá da inconsciência.
Não tendo visto o jogo, sei que a instituição ganhou e que já têm um novo profeta, de seu nome Nuno Assis, formado pelo Sporting (mais um que ainda há pouco beijava a camisola e dizia que devia tudo ao seu querido Sporting, como o outro), mas que o Sporting não quis, porque preferiu ter nos seus quadros um tal de Custódio. Assis disse um dia que lhe dava vontade de rir quando foi enviado para Guimarães por troca com Custódio. Será que ainda se ri? Outra nota, fala-se agora de Assis-Nuno Gomes-Simão como o trio maravilha e que o seu entendimento em campo faz lembrar os galácticos. Como? Ronaldo, Zidane, Figo, Beckham e Raúl ainda não estão assim tão mal...
Domingo, o meu estado febril já não era tão acentuado. Por isso, já estava mais ou menos apto a ver um jogo que eu esperava ser de alguma qualidade entre duas equipas que são concorrentes directos do Sporting na luta pelo título. O que assisti, como o meu caro Glorioso já referiu no seu post anterior, foram lenços brancos e cartazes (pelo menos um) a pedir o regresso de Mourinho. Confesso que até queria que o resultado fosse um empate, porque reconheço no Braga pontecialidades para lutar pelo primeiro lugar. Uma boa defesa (excelentes centrais, Nem melhor que Nunes, óptimo lateral-esquerdo, talvez o melhor em Portugal Jorge Luiz, e um razoável defesa direito Abel), bons jogadores no meio-campo (destaque para João Alves e Vandinho) e bons jogadores na frente (excelente Wender e inesperado João Tomás).
Tudo argumentos a que a escola de samba FC Porto não conseguiu responder e Victor Fernandez foi despedido, o primeiro a ser sacado do FC Porto depois de... Del Neri, mas esse nem chegou a molhar a sopa. José Couceiro é o homem que se segue, um homem habituado a roubar pontos ao... Sporting.
E assim chegamos à noite de segunda-feira, noite em que esperava ver o Sporting regressar ao comando isolado da SuperLiga. Acabou num empate, obviamente uma desilusão, mas um resultado que fortalece a minha convicção, que o Sporting, apesar de tudo, é um forte candidato ao título, e é, dos três grandes, aquele que está melhor. Pode parecer contraditório, mas não é. Vou tentar explicar por quê.
Primeiro, vou deixar bem claro. Não foi por causa do árbitro que o Sporting não ganhou, embora haja um lance de uma mão de um defesa do Setúbal após um cruzamento, penso eu, do Rodrigo Tello. Admito que seja casual.
Neste Sporting parece-me ver capacidade de reacção de luta quando as coisas não estão a correr bem. Contra o Setúbal na primeira volta, o Sporting mereceu perder e nunca esteve na corrida. Neste jogo da segunda volta, um chouriço do jorginho (que vai mesmo ficar a morar à beira do Sado até ao fim do ano) e o adiantamento do Ricardo, resultaram num golo inesperado, mesmo depois do Sporting ter dominado intensamente. O golo do empate surgiu pouco depois e o da vitória só não surgiu porque, enfim... as bolas por vezes não entram. Mas vi ali capacidade de luta até ao último minuto.
Segunda razão, estou a descobrir no plantel do Sporting uma profundidade que julgava não existir. Onde havia Douala, há agora Sá Pinto, onde havia Custódio, há agora Moutinho e Rogério, onde havia Hugo Viana há agora Barbosa e Tello. E atenção, esta última consideração não é, como sugere o título desta prosa, um delírio febril. No momento em que estas palavras são escritas, a minha temperatura está apenas marginalmente acima dos 37. Mas admito que, mais que um balde de água fria, este empate foi uma banheira cheia de água gelada, muito mau para quem ainda está em convalescença.

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