segunda-feira, janeiro 31, 2005

No FC Porto mandam os SuperDragões

E já vão dois. O FC Porto parece um clube do fundo da tabela, onde as "chicotadas psicológicas" se sucedem. Depois de Del Neri (5º em Itália, mas que não prestava para os portistas) foi a vez de Fernandez. O espanhol não resistiu a uns assobios e já tem a guia de marcha. O campeão nacional, europeu e do mundo vai para o terceiro treinador na época.

Na minha opinião, é um mau princípio. Um princípio que nem sequer estávamos habituados no FC Porto, onde a direcção do clube tinha coragem suficiente para enfrentar focos de contestação. Mas agora parece que são os SuperDragões quem mais ordena nos "azuis-e-brancos". É o início do descalabro, digo eu. Mas não é nada que se deva estranhar. Se a mulher do presidente do clube gosta de ver jogos no meio da inteligente claque portista e faz questão de se gabar e ser protegida pelos seus membros, numa atitude apoiada por Pinto da Costa, não resta outra alternativa ao presidente portista que não seja ceder e deixar-se vergar pelos arruaceiros que, na sua maioria (haverá excepções, certamente) compõem as claques.

Penso que os jogadores do FC Porto que depois do jogo com o Sp. Braga foram insultados pelos adeptos (alguns deles com anos de casa e a quem o FC Porto tanto deve, como Vítor Baía ou Costinha) ficarão muito satisfeitos com a decisão da SAD portista.

P.S.I A palavra do arguido Pinto da Costa já vale, de facto, muito pouco. Não foi ele que há poucos meses renovou contrato com Fernandez. Não havia melhor para o FC Porto na altura e agora isto.

P.S.II Uma palavra de apreço para Victor Fernandez. Pode não ser o melhor treinador do mundo, mas foi sempre um Senhor enquanto esteve em Portugal, respondendo com civilidade às perguntas dos jornalistas e respeitando o seu trabalho.

um milhão de adeptos em alvalade

no encontro de hoje à noite em alvalade vai chegar-se à marca 1 milhão de espectadores, que regista as entradas desde que o estádio foi inaugurado, no dia 6 de agosto de 2003. foi o primeiro recinto a ser construído e a cumprir com os prazos estipulados para o euro 2004, apesar de o plano inicial estar pronto mesmo sem integrar o projecto do campeonato europeu – e sem ajudas extra da autarquia (santana lopes e governo laranja foram generosos com a instituição; a câmara do porto, fernando gomes e nuno cardoso saíram em “socorro” à “la famiglia”).

a inauguração de alvalade, com o jogo frente ao convidado manchester united, fez também lembrar a do alguidar da luz (com o consagrado nacional de montevideu, na primeira de três ou quatro inaugurações) e do ventoso dragão (com o especial convidado barcelona c). a mesma pompa e circunstância que os sportinguistas...

o centro de estágio também já é um marco, ou não fosse a nova casa de um dos maiores “viveiros” de jogadores do mundo um ponto fulcral no futuro do sporting. mais uma vez faz lembrar o centro de estágio do seixal (ainda estará lá a pedra que a instituição inaugurou?). ou de vila nova de gaia, no verdadeiro toque mafioso entre “la famiglia” e luís filipe menezes.

post – não era o “slogan” publicitário da instituição que dizia haver estádios que foram feitos para ficarem vazios?... seria uma auto-crítica!?

O mais preocupante…

…para um adepto é ter a certeza que a troca de treinador não resolve o problema. Não sei se o senhor Fernández (que eu tinha em boa conta) é o problema do FC Porto, mas certamente não é a solução. Embora não tenha informações sobre o ambiente do balneário portista – não deve ser nada bom –, o comportamento dos jogadores denuncia que não há mão na equipa: falta autoridade, motivação, organização, falta tudo. É o resultado de uma época mal preparada, em que Pinto da Costa trocou a receita bem sucedida de longos anos (muitos jogadores portugueses, ou pelo menos, com experiência no campeonato nacional) por uma enxurrada de brasileiros, que, por muito bons que sejam, precisam necessariamente de um período de adaptação. Ou seja, mesmo descontando o efeito Mourinho (os sucessores ficarão sempre com o peso enorme da comparação), o FC Porto seguiu o mau caminho que já valeu muitas derrotas aos rivais: comprar craques sem se preocupar em construir uma equipa. Se mudarem de treinador agora, pelo menos contratem alguém que tenha visto os jogos desta época, que saiba quão mal está a equipa e o trabalho que tem pela frente. É que os adeptos do FC Porto, depois de tanta fartura, até podiam estar preparados para ganhar menos do que no tempo de Mourinho, mas é um desperdício deitar fora este campeonato. É que o FC Porto, mesmo jogando o pior futebol da última década, não está afastado do título. Os outros não estão muito melhores...

E o que é que o Benfica tem com isso?...

Numa semana em que depois de derrotar o Sporting para a Taça, o Benfica conseguiu ganhar para o campeonato de uma forma relativamente fácil, e que ainda teve a oportunidade de mostrar o seu novo reforço e com respectivo golo de estreia, o meu caro amigo Travassos traz à baila a notícia do Independente sobre a venda de terrenos a LFV.

Acho interessante essa reportagem, ainda mais sendo desse pasquim tão famoso por notícias sobre sósias, sisas, mantas e agora pelos vistos terrenos.

E o estranho da questão é que o jornalista em causa esquece-se de um pormenor muito importante em toda esta suposta operação, a necessidade de a revisão do PDM ser aprovado em sessão de câmara e posteriormente, em Assembleia Municipal, que como se sabe, tem na sua maioria elementos da coligação PS-CDU.
Assim, e mesmo que esta câmara aprove o referido projecto e consequente alteração ao PDM, a mesma se passar em AM, será com a conivência do vários grupos parlamentares aí existentes, caindo por terra o “amiguismo” e “porreirismo” dos elementos do partido social democrata que lidera a câmara.

Quanto ao negócio em si, pelo que posso constatar nada interfere, para bem nem para mal, com o clube Sport Lisboa e Benfica, assim como o que o colocou o antigo administrador da Sad Sportinguista no banco dos réus pelo chamado caso “Barcos da Expo”.

Assim, apenas que o meu amigo Travassos tenha trazido este tema a este espaço, por não vislumbrar nenhum erro que possibilitasse a vitória facilitada ao Benfica no jogo de ontem em Guimarães.

É que ainda para mais, ontem eles acabaram com dez sem culpa do árbitro.

Para quando coragem?

Será que alguém pode explicar porque é que no Norte do país ninguém tem coragem para afirmar que Victor Fernandez é o pior treinador do Porto desde os tempos de Ivic.
Nem Octávio Machado conseguiu ser tão mau.

Numa época em que se discute sobre a condição de Trapp na Luz, começo a pensar que os jornalistas deste país têm medo em falar verdade sobre o fê-cê-pê.
O Braga não ganhava há 46 anos ao Porto na sua casa.
O Porto conseguiu esta época perder 15 pontos em casa, com a melhor equipa dos últimos cinco anos.

Porque a culpa deste declínio portista não tem como protagonista, a perca do seu treinador (mourinho), mas sim, as trapalhadas do seu actual treinador, e as confusões em que o seu presidente está metido.

Nesta época, o Porto já contratou mais jogadores do que nos últimos três anos, têm cinco avançados e nenhum deles consegue vingar (apenas nas cotoveladas).
Reparem que hoje, o Porto consegue jogar com um jogador a titular, que actuou na final da Liga dos Campeões – Costinha. O resto faz parte da colónia brasileira, cada vez mais, a chegar ao porto de Leixões e a radicar-se ali para os lados da Foz.

Para acumular a este declínio técnico-táctico, temos ainda a equipa mais indisciplinada dos últimos anos, e a culpa não é só do apito dourado, porque nos últimos anos, apesar das benevolências verbais que eram permitidas aos jogadores do fê-cê-pê, não assistíamos, como temos assistido às sucessivas agressões.

Mas, mesmo assim, ainda temos o Sr. Luís Guilherme a pedir mais explicações sobre o lance do Fabiano no último jogo.
Até quando Pinto da Costa vai aguentar Fernandez?


domingo, janeiro 30, 2005

o trolha filipe vieira

foi assinado pelo ex-ministro das obras públicas carmona rodrigues o projecto de portaria que abre as portas à construção de habitação nos terrenos de filipe vieira junto à expo (parque das nações). só que isto vai contra o actual pdm de lisboa. não interessa, é um negócio que vale 580 milhões de euros.

“dois dos terrenos mais valiosos de lisboa, vendidos por uma empresa de capitais públicos ao mesmo promotor imobiliário, e uma alteração legislativa que permita a construção de habitação onde é actualmente proibida. o promotor é luís filipe vieira (presidente da instituição), os ‘ajudantes’ são antónio mexia, santana lopes e carmona rodrigues, nas cadeiras rotativas da câmara.”

lf vieira comprou a cerca de 750 euros o metro quadrado e poderá, na óptica muito (muito) moderada de vários especialistas, vender por cerca de 1000 euros o metro quadrado. ou seja, o que foi comprado por 96,5 milhões de euros poderá ser vendido, depois de aprovada a construção de habitação, por mais de 580 milhões de euros.

a proibição de construir é que se mantém…

mas a câmara de lisboa irá transformar a zona que abrange os terrenos de lf vieira em zona mista para a construção de indústria e de habitação.

mais: o presidente da instituição conseguiu comprar os terrenos da galp energia sem ficar em primeiro lugar nos respectivos concursos públicos. agora, muito depois, teme-se a entrada do ministério público, que já abriu um inquérito-crime.

são assim, os negócios à benfica e lf vieira…

fonte: jornal “o independente”

Quando o Sporting não ganha, a culpa é do árbitro

Então o Bom Travassos está preocupado com o facto de não existir nenhum árbitro português ao Mundial 2006? Quanto a mim, isso significa muito pouco. Pelo seguinte. Será que os árbitros que vão aos Mundiais são os melhores? O exemplo do ocorrido no último Mundial revela claramente que não. E o facto de Portugal ter um árbitro num Mundial significa que a arbitragem portuguesa é boa? Também não me parece. Aliás, os sportinguistas queixam-se da arbitragem há anos, até quando havia árbitros portugueses em Mundiais e Europeus. A presença de um árbitro numa competição deste tipo não diz nada da arbitragem de um país. Apenas premeia o árbitro em questão.

Já em relação ao apito dourado, segundo julgo saber, as investigações prendem-se com casos relativos às competições não profissionais. Acho que não se falou ainda de nenhum caso em que o Benfica, e já agora o Sporting, estivessem envolvidos. Nem sequer de alguém dos referidos clubes. Já o mesmo não se pode dizer do FC Porto. Aliás, acrescento que Vale e Azevedo (ex-presidente do Benfica) - e um poço de virtudes (este comentário é irónico, caso não percebam) - falou sobre a compra de árbitros. E isto muito antes de Dias da Cunha balbuciar o que quer que seja. Para além do mais.... Dias da Cunha e Filipe Vieira andam juntos a defender o mesmo. Parece que Dias da Cunha e Filipe Vieira pensam o mesmo. Aliás, não ouvi nenhum dirigente do Sporting queixar-se da arbitragem da Luz. Terá sido assim tão má? Não acredito que os dirigentes do Sporting, se se tivessem sentido efectivamente prejudicados, não viessem defender o seu clube. Vocês acreditam?

Lucílio Baptista a ser ouvido no âmbito "apito dourado"? Alguém sabe se como arguido ou como testemunha? Eu não sei. É que é MUITO diferente uma condição ou outra. Já ao Vítor Pereira, que o bom Travassos também refere, parece que lhe foi pedido pela PJ para ser perito. Como ao Jorge Coroado. E o Bruno Paixão - o da instituição, não é bom travassos? - também foi ouvido como testemunha. Será que a PJ é benfiquista? Por isso, é preciso calminha. Não vale a pena fazer hhmmmm... Deixemos as investigações continuar...

Como não há árbitros profissionais em Portugal, os estrangeiros não podem vir cá apitar e como o Sporting lá vai aceitando participar nas competições profissionais de futebol portuguesas (fazem-nos esse favor mas deve ser por pouco tempo, porque toda a gente os prejudica e assim não vale a pena participar) continuo sem saber que árbitro é que o Bom Travassos aceita para arbitrar os jogos do Sporting. Não há um??? São todos corruptos?? Entram todos em campo com a única ideia de prejudicar o Sporting e beneficiar o Benfica??? Vá lá Bom Travassos. Diz lá o nome de um árbitro que possa arbitrar o Sporting.


sexta-feira, janeiro 28, 2005

por que será?

por que será que não há nenhum árbitro português no próximo mundial de futebol – alemanha 2006?

por que será que existe o processo “apito dourado”? I e II?

a resposta é simples. por causa de arbitragens como a de quarta-feira (o dérbi entre antónio costa e sporting). devido a árbitros como os que existem na liga e na federação portuguesas (todos corrompidos). a lista de juízes apresentados aqui neste blogue pelo “glorioso” não remete uma única vez para este fenómeno tão português que é a corrupção… por que será? porque não interessa aos benfiquistas, amigos de rosa santos e quejandos. nem tão-pouco aos tripeiros, que desde que o seu líder foi indiciado no processo, “la famiglia” tem vindo por aí abaixo…

a fifa (federação internacional de futebol) fez uma pré-listagem para a zona europeia de 46 árbitros para o próximo mundial. nem um (um único) português consta. lucílio baptista foi o último árbitro português internacional (euro 2004) – está a ser ouvido no processo “apito dourado”. vítor pereira foi o último juiz luso a estar num mundial (2002) – está a ser ouvido no processo “apito dourado”. hmm…

bruno-paixão-pela-instituição também está lá metido. pudera! depois de ter arredado o sporting e ter entregue à instituição o segundo lugar em 2003 para estes conseguirem lutar por um lugar na liga dos campeões (coitados…), não resistiu em época natalícia de marcar três penaltis contra a oliveirense – está-lhe no sangue…

para apitar o sporting, como foi aqui perguntado, basta que haja apoio do governo para tirar a tralha lamp-tripeira da arbitragem daqui e colocar árbitros profissionais. o sporting quer “esses” tais profissionais, logo idóneos, isentos – estranhamente é o único clube que anda há anos a querer profissionalizar a classe dos árbitros. por que será?

post – o título deste post é retirado de uma campanha publicitária protagonizada por mário jardel na época 2001/02. sagrou-se o terceiro melhor marcador de sempre do campeonato nacional (numa só época apontou 42 golos) – nem eusébio fez melhor…

post II – desvantagem: no dicionário, s.f., que tem falta de vantagem. tal e qual como tinha escrito. o sporting recuperou a desvantagem por duas vezes: esteve a perder (0-1 para 2-1) e empatado (2-2 para 3-2). não há ligações nenhumas com o transmontano simão.

post III – simão sabrosa apontou o segundo golo ao clube que o formou. e, novamente, com o apoio do árbitro – duarte gomes no primeiro (de penalti); antónio costa no segundo (falha de marcação por o sporting estar a jogar com menos um jogador, expulso).

post IV – este é para o chalana. comparar o jogo do chelsea ao da instituição contra o sporting? o “alverca” que jogou na luz em contra-ataque (e sempre remetido à defesa) estava a jogar na sua casa, ao contrário da equipa de mourinho, que foi jogar a old trafford…

jogadores do sporting expulsos esta época

liedson (marítimo)
rui jorge (u. leiria)
tinga (académica)
rui jorge (instituição)
paíto (nacional)
hugo viana (instituição)

o sporting é a terceira equipa com menos cartões amarelos da superliga (39), mas a que tem mais jogadores expulsos (5). no total, são 151 minutos a jogar com dez...

fonte: jornal "a bola"

Bela fotografia

Eu, um dos representantes do Benfica neste espaço, que assino por Glorioso, confesso, desde já, a minha enorme ternura e simpatia pela fotografia do Simãozinho a beijar o leãozinho. Lanço até um apelo para a publicação de mais fotografias do mesmo teor.

É quase poético ter esta foto na nossa mente e assistir aos golos do internacional português ao clube dos bichanos. Por enquanto já são dois. O último dos quais, então, fenomenal. Eu proponho até que por cada golo se publique uma foto do mesmo género. Talvez com o Simão a beijar o equipamento Stromp (bem mais bonito do que a vestimenta prisional adoptada nas últimas décadas).

E como deve doer aos sportinguistas ver o rapazinho festejar os golos do Benfica sobre o Sporting. Aliás, basta ver o comentário de Manolo Vidal para perceber como custa...custa...custa...

Miro hacia atrás y busco entre mis recuerdos



"Formámos o jogador, falhámos no homem"
Manolo Vidal

quinta-feira, janeiro 27, 2005

Aprenderam bem a licão de Mourinho

Decidi começar a minha análise ao derby dizendo apenas isto, quer queiram quer não queiram foi um grande jogo de futebol. Aliás, sou capaz de afirmar que nos últimos 20 anos, pelo menos, não assistimos a um jogo deste calibre entre Benfica – Sporting, ou mesmo no nosso campeonato.

É claro que sei que o meu amigo Travassos me irá chamar de herege, mas tudo bem, é a azia.
Agora vamos a factos, tanto Benfica como Sporting jogaram bem, melhor o Sporting na primeira parte, melhor na minha opinião o Benfica na segunda, quanto ao prolongamento os dois equipararam-se.

O que realmente me espanta, e de alguma forma entristece é verificar que os sócios da colectividade do Lumiar aprenderam muito com Mourinho no Sporting – Porto do ano passado. Lembram-se? Aliás, então e o processo da camisola?
E digo isto, por que Zé, não é só o Travassos, são todos eles, são todos fanáticos, não têm capacidade para assumir uma derrota. Mas quando falam com outros afirmam que nós (benfiquistas) somos facciosos, fanáticos e parciais.
Muito ouvi sobre o lance de João Pereira, que tinha prejudicado o espectáculo, que era um verdadeiro arruaceiro, etc.
Não concordo com a atitude que o João teve, mas conhecendo-o como conheço, tenho a perfeita noção que o fez no frenesim em que o jogo se encontrava no momento.
Mas, seja como for, questiono os sportinguistas em geral e principalmente o Sr. Peseiro, será que estão esquecidos da expulsão do jogador da Académica, quando Ricardo fez o teatro na área? Dualidade de critérios?
Hoje cheguei mesmo a ouvir esta observação linda, o Sporting deu um banho de bola, porque vocês apenas jogaram em contra-ataque na vossa própria casa. Não foi o caso, mas seja como for é proibido? Existe alguma nova lei que eu desconheça, e que não permita uma equipa jogar em contra-ataque na sua própria em casa?

Como exemplo, veja-se que à mesma hora jogava-se uma meia final de outra Taça, e uma das equipas depois de ter uma oportunidade de golo logo no primeiro minuto, esteve vinte e tal minutos sem sair do seu meio-campo, para na segunda oportunidade que teve marcar um golo. Os títulos dos jornais de hoje, falam em massacre, e por muito que a bajulação seja compreensível, por razões patrióticas, não considero que tenha sido tanto massacrante como se escreveu.

Mas, voltando ao jogo, e chegado ao prolongamento pensei que tinha o post feito para hoje, tudo aliás se alinhava para isso, e tudo começaria com “No ano de 1972…”.
Exactamente o tal jogo que a Memória, transmitiu há dias atrás, em que na final da Taça desse ano, o Benfica começou a ganhar, o Sporting deu a volta ao jogo, Eusébio empatou a dois, e no prolongamento marcou o terceiro e deu a dobradinha ao Benfica. Não foi, paciência.

Post I – Hilariante a comparação do fora de jogo de Liedson.

Post II – Interessante o historial de jogadores expulsos que o travassos disponibilizou. Será que ele também foi ver as causas? Se calhar, é melhor?

Post III – Tinha prometido não fazer qualquer tipo de alusão jocosa ao jogo, mas depois do post de Travassos, aqui vai: Em declarações à Agência Lusa, o Director da Protecção Civil, alertou para os riscos inerentes à vaga de frio, Disse ainda que já foram sentidas graves repercussões na fauna e flora do nosso país, avançando mesmo com um exemplo: A colónia nacional de lagartos, apesar de continuar verde e pequenina, anda agora muito menos inchada.

O derby visto por um sportinguista

Há cerca de um mês, o Sporting venceu o Benfica em Alvalade, para a SuperLiga, por 2-1. Na altura, foi consensual entre os benfiquistas que o Sporting ganhou bem. Soubemos admitir isso mesmo. E apesar de, por exemplo, a expulsão de Alcides instantes antes do segundo golo do Sporting ser discutível, pois vários jogadores estavam bem próximo do avançado leonino, ninguém veio referir esse lance para justificar o resultado. Falo por mim, pelo menos.

Ora, como é hábito, os sportiguistas voltam a diabolizar o árbitro (desta vez calhou a António Costa) e as suas decisões para justificarem a derrota.

O bom Travassos não perdoa ao árbitro setubalense, apontado como o verdadeiro culpado pela eliminação da Taça. A sanha persecutória é tal que até deturpa o desenrolar dos acontecimentos...

Caro Travassos. Então o Sporting "deu a volta à desvantagem por duas vezes"?????? Não terá sido o contrário??????? É que o Geovanni fez o 2-2 e o Simão calou os sportinguistas ao marcar o 3-3. Ou será que as saudades do Simãozinho fizeram com que o golaço do internacional português fosse considerado golo leonino?????? É que só isso explica que o bom Travassos tenha escrito que uma das vezes em que os "leões" deram a volta à desvantagem tivesse sido "com menos um jogador e no prolongamento". Ora como o resultado estava 2-2 quando o Paíto marcou, só mesmo o golo do Simãozinho pode ter dado a volta à desvantagem.

Sobre o filme do jogo..... eu já afirmei qual o principal erro do árbitro. Também referi que não me pareceu que houvesse parcialidade tendo em consideração os lances polémicos. Claro que cada um pára as imagens do filme onde quer ou mais jeito lhe dá, deixando escapar outras.

De qualquer forma, é curioso reparar que o fora de jogo de Liedson no lance do segundo golo do Sporting seja qualificado de "difícil de tirar". Primeiro. Está fora de jogo. Segundo Nuno Gomes, em Alvalade, não estava fora de jogo. Mas é curioso reparar que o facto de ser difícil de tirar seja apontado como desculpabilizante do erro. Esperemos que, futuramente, ele também possa ser. Veremos...

Por último a não expulsão de Bruno Aguiar. Se é verdade que ninguém sabe se o Sporting poderia ter marcado golos sem o médio do Benfica em campo, se calhar o Sporting não teria marcado o golo de Paíto se Miguel Garcia tivesse sido expulso. Nunca se saberá não é?

Procura-se árbitro para arbitrar o Sporting

Pois é. Era previsível. O Sporting perdeu, foi eliminado e rapidamente surge a única explicação para acontecimento tão improvável: a culpa foi do árbitro.

Por tudo isto e por tudo o que se adivinha que volte a ser dito quando o Sporting voltar a perder (por culpa do árbitro, obviamente, já que outra hipótese não pode ser equacionada), lanço desde já um desafio. Que se consiga encontrar um árbitro que não roube o Sporting.

Eu sei que a tarefa parece ser titânica. António Costa, está mais que visto, não pode voltar a apitar. Lucílio Baptista está proscrito. Bruno Paixão na lista negra. Pedro Proença parece ter carteira de larápio dos relvados. Carlos Xistra não gosta de verde, só pode. Paulo Paraty é portista. Paulo Costa parece que também. Enfim...

Pergunto ao Travassos quem é que ele acha que pode apitar o próximo jogo do Sporting?

Mel e fel

Embora seja portista, vou meter a foice em seara alheia. É por jogos como o de ontem que eu gosto de futebol. Esta é a parte elogiosa. No entanto, discordo de quem, a reboque das observações de José Peseiro, vem agora dizer que afinal o nosso futebol é bom. Não é. O jogo de ontem só prova que pode ser melhor do que é. Na globalidade, os jogos em Portugal são desinteressantes, muitas equipas só se preocupam em defender, os jogadores não leais.

P.S. O Travassos é mesmo fanático. Nunca consegue admitir uma derrota.

antónio costa, 3 - sporting, 3

vergonha.

a vitória de antónio costa no jogo para a taça de portugal veio mostrar, não obstante a competência deste árbitro (cumpriu com escrúpulo as indicações trazidas de casa), que o descaramento para o assalto deixou de ter limites. o sporting perdeu mal – os benfiquistas para disfarçar a ajuda dizem que foi um “grande jogo”.

o sporting foi sempre melhor. controlou o jogo, dominou o adversário, deu a volta à desvantagem por duas vezes – uma delas com menos um jogador e no prolongamento. mais: a jogar fora, fez o que quis de um dos adversários, que teve a oferta de dois golos (sem nunca ter feito muito para chegar lá).

conclusão: o sporting ganhou uma equipa e está na rota do título. todos unidos, juntos – de novos a velhos, brasileiros a portugueses, jogadores a treinadores. foi o querer que venceu, apesar da oposição forte do adversário (bateu na barra aquela bola). o outro adversário, esse, prolongará a agonia com trapattoni…

filme do jogo de antónio costa

3’ nuno gomes não sofre falta. do livre resulta golo da instituição
22’ polga chega primeiro à bola. árbitro marca falta, de que resulta golo da instituição
56’ carga violenta derruba liedson. o avançado ia isolar-se para a baliza de quim. em vez da expulsão, o árbitro exibe cartão amarelo
101’ joão pereira simula agressão de hugo viana. árbitro expulsa jogador do sporting

post – o fora-de-jogo no golo de liedson é difícil de tirar (semelhante ao golo de nuno gomes em alvalade)

post II – miguel garcia deveria ter sido expulso por agressão a petit (muitos minutos depois da entrada de bruno aguiar)

adversários da instituição com jogadores expulsos

5ª jornada
v. guimarães (marco ferreira, 41’)

6ª jornada
fc porto (pepe, 66’)

taça de portugal
oliveirense (raul, 83’, armando, 118’)

16ª jornada
sporting (rui jorge, 36’)

17ª jornada
boavista (zé manuel, 57’)

18ª jornada
beira-mar (ricardo silva, 83’)

taça de portugal
sporting (hugo viana, 101’)

Acima de tudo, um grande jogo

Nada melhor do que um "derby" Benfica-Sporting, o melhor jogo da temporada e, ainda por cima com uma vitória do "Glorioso" para a minha estreia neste espaço de expressão de opinião livre.

Assumo desde já a minha opção clubística "encarnada", apenas superada pela minha condição de casapiano (instituição que nunca frequentei, mas clube que ocupa o primeiro lugar entre todos). Esclarecidas as preferências de emblemas, fico apenas a aguardar comentários àquilo que irei escrevendo.

Em relação ao jogo de ontem, na Luz, venceu a equipa que teve a sorte do jogo - o Benfica. O Sporting jogou melhor, mas a diferença exibicional não foi tão gritante como a que tinha ocorrido há menos de um mês, em Alvalade, no jogo para o campeonato. E o facto de jogar melhor não é, nem deve ser factor decisivo para decidir o vencedor de um jogo. O futebol não é um desporto em que a avaliação se paute por notas artísticas. Ganha quem marca mais golos.

Ontem, aliás, o Benfica nem jogou mal. É verdade que o seu futebol não é tão burilado como o do Sporting, mas compensou essa deficiência técnica com muita entrega e luta. O Benfica subiu ao relvado da Luz como um animal ferido, face à paupérrima exibição com o Beira-Mar. E todos sabem que um animal moribundo torna-se muitas vezes perigoso. E o Benfica, ontem, foi mais perigoso do que é habitual. Aliás, em número de oportunidades de golo, equilibrou as operações.

Claro que a arbitragem é sempre algo que vem à tona nestes jogos grandes. Infelizmente, diga-se, até porque a partida de ontem foi um grande jogo de futebol e não merece ser recordada por tricas de arbitragem. Aliás, o facto de ter sido consensualmente considerado um grande jogo de futebol revela que os dois clubes jogaram bem. Não há grandes jogos de futebol em que o equilíbrio e a incerteza do resultado não estejam presentes. E este facto é apenas mais uma prova de que Benfica e Sporting jogaram bem ontem. O Sporting, no entanto, melhor, na minha opinião. O Benfica, compensando as suas limitações com muita vontade.

Bruno Aguiar devia ter sido expulso pela rasteira a Liedson. Este lance foi, na minha opinião, o grande erro de António Costa. Claro que o jogo mudaria de feição, mas também não se pode garantir que o Sporting venceria a partida. Seria diferente, certamente. Também deveriam ter existido outras expulsões, houve cartões amarelos que ficaram por mostrar para ambos os lados, mas tudo isto são lances que na televisão são fáceis de ajuizar e no momento exacto nem por isso. O árbitro acabou por errar para os dois lados, o que é um sinal de imparcialidade.

Para o final um aviso aos benfiquistas. Não se iludam. O Glorioso continua a não jogar bem, a ter muitas limitações, apesar de golear o Boavista e eliminar o Sporting da Taça. Vencer o campeonato, esta época, só se a sorte de ontem se mantiver até ao final da temporada.


terça-feira, janeiro 25, 2005

o diálogo de simão com a bota

a vitória do sporting em barcelos é tão justa que até o treinador adversário deu os parabéns à formação de alvalade. "a equipa do sporting foi superior. parabéns ao sporting". ponto. foram as palavras, parcas, de ulisses morais. e o "penalti" do nandinho, senhor? nem piou... simplesmente porque não houve penalti nenhum; aliás, a existir, teria, então, de ser marcada carga idêntica de marcos antónio sobre sá pinto na área gilista...

questão: mas se nem o treinador ulisses ou o jogador nandinho se queixaram deste "penalti", por que razão se queixam os benfiquistas?...

resposta: dor. adicionada a um pouco de pecado mortal, a inveja (invidia). está no catecismo: "se este estado não for recuperado mediante o arrependimento e o perdão de deus, causa à exclusão do reino de cristo e a morte eterna no inferno, já que a nossa liberdade tem o poder de fazer opções para sempre, sem regresso".

saltando para a metafísica, aparece-nos, agora, o dilema do dérbi.

ganhar na luz é tão fácil como tirar um chocolate das mãos de um bebé. tirando a apaf (associação portuguesa de árbitros de futebol), o próprio árbitro antónio costa e os respectivos fiscais-de-linha para o dérbi de amanhã, ganhar à instituição é - tornou-se - banal. desde o beira-mar (leia-se penúltimo classificado) ter brincado com os "encarnados", ao nacional de montevideu (tiveram de expulsar um uruguaio para vencer a formação do terceiro mundo na inauguração do "estádio playmobil"), vencer no circo da luz percorre toda as classes futebolísticas, passando pelo gondomar até ao topo com o sporting; à oliveirense esse direito foi retirado pelo árbitro, que marcou três penaltis contra a equipa da III divisão e expulsou dois jogadores amadores...

a questão que se põe é a segunte: quererão os sportinguistas brincar, como todos brincam, com a instituição e pôr o trapalhoni na rua? e, por catarse, josé veiga? e, por contágio, cair também lf vieira? não valerá a pena disfarçar o esforço e ganhar só por um golo?... altos valores estão em jogo!

teatro grego na luz

o diálogo de simão sabrosa com a bota eleva o espectáculo do jogo com o beira-mar a um estádio de tragédia grega. mais: torna simão num novo dionísio, o deus do teatro. simulou penalti e, para não ver cartão (e ficar fora do jogo com o sporting de amanhã), simulou um diálogo com a chuteira do pé esquerdo. balbuciou uns quantos impropérios - conseguiu ler-se os seus lábios na reprodução da sport tv -, mas paulo baptista foi misericordioso para com este séneca dos tempos modernos...

post - para o fc porto cada jogo é um sacríficio. desde que pinto da costa passou a ser vigiado pelo apito dourado, os jogos dos portistas são um fardo, maior do que o peso do mundo nos ombros de atlas...

Até sempre

Faz hoje um ano, já a noite se fazia sentir em todo este país à beira-mar plantado, que o povo visionava em casa ou nos cafés o jogo do Benfica em Guimarães, debaixo de uma chuva intensa.
O jogo arrastava-se para o fim com um doloroso empate, até que Camacho, na altura treinador do Benfica, colocava em campo Fernando Aguiar, o salvador dessa noite, com um golo para mais tarde recordar. Na altura, os comentadores tentavam tirar a limpo se teria ido ou não em offside, aquando do passe de Miklos Féher.
Mas, passados alguns minutos nada disso teria mais importância.
Passados alguns minutos jazia no terreno do Municipal de Guimarães, que se começava a engalanar para a recepção do Euro, um jovem de tenra idade, no alto do seu 1,86 m, e deixava todo o futebol de luto.
Na altura, talvez por razões sádicas, como é nosso infeliz costume, criticou-se a actuação da direcção do Benfica em explorar a morte até à exaustão, chegaram alguns mesmo, a dizer que alguns jogadores forçavam o choro para não parecer mal.
Nunca acreditei e ainda hoje tenho a certeza que esses mesmos que disseram essas aberrantes afirmações tenham-nas feito no imediato, tendo posteriormente pensado melhor no que tinham dito.
Hoje, celebra-se um ano da morte de um jogador com um futuro largo à sua frente.
Muitos lembram-se do seu último sorriso antes de capitular na relva do estádio sedeado na nossa “casa-mãe”. É com certeza o momento de marca na vida e morte de Miki, mas permitam-me que diga, que mais que aquele sorriso, nunca esquecerei aquele momento mágico que assisti no Bessa, na vitória sobre o La Louviére.
Fui a esse jogo por grande pressão de um grande amigo, que lá ia trabalhar, na medida em que, não era decididamente um jogo que me cativasse uma viagem Lisboa-Porto-Lisboa, e suas consequências físicas.
Hoje, digo-lhe aqui, porque sei que irá ler estas minhas linhas, obrigado por me teres ajudado a assistir ao último grande momento de Féher.
Miklos Féher será sempre lembrado em qualquer estádio deste país. Por muitos anos que viva nunca conseguirei esquecer aquele momento, e julgo poucos serão aqueles que daqui a vinte ou trinta anos se esquecerão.
Muitos podem dizer que é apenas uma morte, mas não foi nem será apenas uma morte. A morte em directo tem custos na nossa mente inimagináveis, e antes de Miki, infelizmente tive a oportunidade de assistir a pelo menos uma, em circunstâncias diferentes, onde a lei da guerra imperava.
Julgo que de todas as afirmações que li e ouvi na altura, esta será uma das mais marcantes, talvez por ser um homem emotivo, talvez porque por detrás do guerreiro há um homem, por isso, fez capa na Marca há um ano o seu choro convulsivo.
“Foi a viagem mais difícil da minha carreira. É impossível comparar com uma viagem que se faz quando se perde um jogo ou um título. Qualquer destas situações tu podes mudar no futuro, com o teu trabalho. A morte do Fehér não depende em nada de ti.”

Até sempre, Miki!

segunda-feira, janeiro 24, 2005

Desorientação

Enquanto o Travassos e o Chalana se entretêm com o “derby” da semana, espero sinceramente que o aragonês que comanda (ou faz que comanda) o FC Porto aproveite estes dias para melhorar a equipa. Fica cada vez mais claro que o senhor Fernández não é o único culpado, mas tem de ser um dos primeiros a inverter este desgraçado ciclo do campeão europeu, até porque se há coisa que ele tem no currículo é pôr as equipas a jogar bem – o que este ano só aconteceu em escassos minutos.
Se o FC Porto não tivesse andado aos ziguezagues, ainda hoje o meu amigo Travassos estaria a crucificar o José Peseiro. Realmente não se percebe a política portista este ano. Venderam cinco jogadores campeões europeus, o que era quase inevitável (Pedro Mendes foi a excepção), mas conseguiram manter muitos dos jogadores da época passada. O erro foi contratarem um treinador que quis quebrar todos os laços com o trabalho de Mourinho. Depois, contrataram Fernández, alguém com uma filosofia mais próxima de Mourinho, mas logo de seguida fizeram mais mudanças no plantel, vendendo o Carlos Alberto (mau negócio) e o Derlei (não sei se foi bom negócio). Para piorar ainda mais a situação, os craques Diego e Fabiano não aparecem e os avançados, além de falharem golos, estão muito preocupados em agredir os defesas contrários. A ver se isto melhora, porque pior é difícil.

P.S. Acho muito bem que o McCarthy e (eventualmente) o Fabiano sejam castigados pelas agressões, com base em imagens de TV. Mas gostava que isto se aplicasse a jogadores de todos os clubes e não só do FC Porto.

Mais um penalty "compensatório"....

"Pela Boca morre o peixe".

Esperava realmente que o Travassos não viesse qualquer história de arbitragem no fim-de-semana, a não ser a quantidade de bofetadas, murros e cotoveladas, que se assiste em todas as semanas no nosso futebol. Mais uma razão para começar a acreditar que mais dia, menos dia começaremos a disputar a Taça dos Libertadores.
Como é possível que o assistente do Sr. Nuno Almeida tenha visto Luís Fabiano agredir um jogador do Leiria e apenas mostrem cartão amarelo? Será que no Porto não existe nenhum código de disciplina para explicar a McCarthy que o que ele tem feito ultimamente não é futebol? Ou quererá também ele ir para Moscovo? E em Braga, ninguém viu a agressão? Será também punido com dois jogos? Por mim eram uns quatro ou cinco.
Mas, voltemos ao tema, qual não é o meu espanto que o meu caro travassos após a vitória da sua colectividade vem falar da suposta simulação de Simão.
Confesso que no lugar do estádio onde estava dava a entender que era penalty, mas como a distância era avantajada, aguardei pelo visionamento do lance, e o que eu vejo é:
1. Não é penalty.
2. Não é simulação. Simão quando ultrapassa o Srnicek tropeça na relva e cai. Aliás se repararem Simão não discute a decisão do árbitro, mas discute sim, com a relva pelo estado em que ela se encontrava.

Seja como for, espanta-me ainda mais, que travassos tenha trazido esta situação do jogo, após o jogo do Sporting.
E digo isto, apenas pelo seguinte: Será que o penalty que Barbosa comete sobre Nandinho aos 9 ou 10 minutos de jogo também é um penalty compensatório?
Acredito que travassos diga que sim, e até acho que sei qual será a justificação.
Foi compensatório porque permitiu ao muletas fazer dois golos (espectaculares, justiça lhe seja feita), e com isso, ganhar ânimo para a Luz, onde o Sporting vem jogar com meia equipa no estaleiro.

Scriptum – Quanto ao jogo de ontem apenas gostaria de dizer que, se aquela derrota tem de bom, é eu ter a convicção que após este resultado, quarta-feira à massacre na Luz, e ainda não é desta que vem Camacho.

domingo, janeiro 23, 2005

e paulo baptista lá perdoou simão…

como os benfiquistas haviam pedido, simão não viu cartão. as preces (escritas também neste blogue) dos timoratos adeptos foram ouvidas. é pena. é pena que as regras não se cumpram – dois pesos, duas medidas. este jogador simulou um penalti na área do beira-mar na última jornada do campeonato e não foi admoestado disciplinarmente pelo árbitro paulo baptista. porquê? porque estava no limite dos cartões. e, caso visse esse amarelo (justo), não defrontaria o sporting na próxima quarta-feira para a taça de portugal. não é medo nem receio de simão, mas a certeza certinha de que este nunca iria ser castigado.

por muito menos, o senhor cunha leal castigou mário jardel, então jogador do sporting, para este ficar impedido de participar no dérbi e não poder defrontar o seu clube (a instituição). alegou que o símbolo da reebok na camisola interior, que super-mário mostrou ao festejar um golo, era publicidade…

mas se paulo baptista fez vista grossa ao lance de simão, não é tarde nem é cedo para recordar a expulsão de liedson já nesta época. em alvalade, frente ao marítimo (3ª jornada), o árbitro carlos xistra expulsou (mal) o avançado do sporting, depois de este ter sido carregado à entrada da área maritimista. o juiz de castelo branco pensou (mal) que liedson tinha simulado "à simão". e expulsou-o. resultado: o sporting ficou a jogar com menos um jogador que o adversário desde os 46 minutos. e acabou por perder o jogo (0-1)...

“mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
muda-se o ser, muda-se a confiança;
todo o mundo é composto de mudança,
tomando sempre novas qualidades.
continuamente vemos novidades,
diferentes em tudo da esperança;
do mal ficam as mágoas na lembrança,
e do bem, se algum houve, as saudades.
o tempo cobre o chão de verde manto,
que já coberto foi de neve fria,
e em mim converte em choro o doce canto.
e, afora este mudar-se cada dia,
outra mudança faz de mor espanto:
que não se muda já como soía.”

in luiz vaz de camões, lírica, sonetos

sexta-feira, janeiro 21, 2005

Lembro-me da Oliveirense. E da Naval, lembras-te?

Rio Ave? Estoril? Braga? Beveren? Oliveirense? Sporting?
É só dúvidas meu amigo, à boa maneira da lagartagem.
Mas, já começo a ficar habituado a forma como vocês (lagartagem) têm de ver os jogos de futebol, até porque na vossa casa, só deve existir uma cor na televisão: o verde.
Mas Travassos respondamos às suas questões.
Rio Ave – Não percebo onde é que vê qualquer favorecimento ao Benfica nesse jogo, deve provavelmente esquecer que o Benfica apenas empatou esse jogo a 3 bolas, quando o ganhava por 3-1. Se isso é favorecer, então estamos conversados.
Estoril – Sim senhor, há que ser justo, foi uma piscina à Jardel, à João Pinto, à Liedson, e acho que o Karadas devia ter pago os direitos de autor no fim do jogo. Mas, terá esquecido que o Manuel Fernandes é expulso nesse referido jogo, após ter agredido um jogador do Estoril, que o tinha agredido anteriormente. O árbitro não viu o amarelo, só o vermelho. O vermelho sempre foi uma cor complicada na tourada.
Braga – Onde? No lance do João Tomás? E o penalty sobre o Geovanni? Também não viu. Pois! Aliás, utilizando uma terminologia muito em voga na escrita do Travassos, foi um lance compensatório.
Beveren – O Travassos já vai ao Internacional, muito bem! Mas, pergunto eu, não era penalty? É proibido marcar um penalty nos primeiros 10 minutos? Acredito que o seja, porque senão, o Sr. João Ferreira teria assinalado o penalty sobre o Miguel logo no primeiro minuto de jogo com o Boavista neste fim-de-semana.
Oliveirense – Muito bem. Foram bravos, e eu próprio já critiquei aqui neste espaço a falta de atitude, ambição e humildade dos jogadores do Benfica, agora, que os três penalties foram, não tenhamos dúvidas. E quanto às expulsões, deixe corrigi-lo Travassos, a primeira é duplo cartão amarelo, depois desse mesmo jogador ter feito umas 15 faltas ao longo do jogo todo e a segunda é a 3 minutos do fim, quando o jogo já estava no seu resultado final.
Sporting – Deixado para o fim o melhor bocado. Esta Travassos, é para rir, é não é? Em que é que o Benfica foi beneficiado em Alvalade? Na expulsão do Rui Jorge? Não é justa, correcta, com isenção? Toda a gente esteve de acordo com a apreciação do árbitro, à excepção claro do irmão da Ferreira Leite. Mas com esse, já sabemos o que contamos. Nesse jogo, a existir lance duvidoso, teria sido o do Alcides, na medida em que existiam dois jogadores do Benfica em linha com Liedson. Mas nós benfiquistas, nem pegámos por aí, preferimos, e bem, julgo, dar-vos uma semana de euforia, para festejar a conquista da primeira-mão do campeonato da 2ª Circular.
Esta semana, parece que andam engasgados com as bananas e então toca de pegar em histórias, nascimentos, para esconder um facto real, a colectividade do Lumiar não tem estofo de campeão.

lembram-se da oliveirense?

já foram rectificados, e bem, pelo sr. fantástico, os vários erros da prosa de chalana relativos aos títulos e ídolos sportinguistas – que isto de números deixa sempre muito confusos os benfiquistas…

depois deste percalço, eis que surge no horizonte novo erro de chalana, agora tolhido pelo terror chamado sporting. com o dérbi à porta, as suspeitas sobre o árbitro já começam a levantar-se.

a instituição teme o árbitro paulo baptista. só porque simão e petit se encontram no limiar dos cartões… não percebo este temor. Mais: não entendo a frase “amanhã pode gamar à vontade na luz”.

gamar – é no subtrair que está o ganho dos benfiquistas, que apresentam inscritos no seu carbono 14 os “trabalhos” de calabote. não foi assim, esta época, com o rio ave? estoril? sp. braga? beveren? oliveirense? sporting? não são os reis dos penaltis? quantos pontos têm a mais do que os devidos, mesmo tirando o queixoso encontro com “la famiglia”?

quem garante que não farão ao sporting o que fizeram à oliveirense? foi um escândalo! a instituição nem sequer deveria constar no sorteio dos oitavos-de-final da taça… três penaltis e duas expulsões para eliminar, no alguidar da luz, uma equipa da III divisão?! e agora vêm (benfiquistas) pedir contenção ao árbitro paulo baptista?...

“quem come fel, não pode cuspir mel”

post – eu sei que isto custa muito aos benfiquistas, mas livramento e jordão optaram, publicamente, por demonstrar o seu amor ao sporting. o hoquista levou por cima do seu caixão uma bandeira do sporting (a seu pedido) e o futebolista, hoje artista plástico, já disse ter sido sempre sportinguista – trabalha, inclusive, com o sporting, e são dele os desenhos do vinho “violinae XXI”. o basquetebolista carlos lisboa também afirmou numa entrevista ser sportinguista.

conclusão – estiveram do outro lado da barricada. experimentaram esse campo. e não gostaram. ficaram devotos ao sporting… os sportinguistas agradecem.

O que fará o Sr. Paulo Baptista?

Hoje apetece-me ter uma intervenção como o irmão da Ferreira Leite, o que terá que fazer o Sr. Paulo Baptista para dar um amarelo ao Simão e ao Petit amanhã na Luz?
Para que conste estes dois jogadores, de extrema importância na equipa encarnada estão a um amarelo da suspensão, e como todos sabem, na Quarta-Feira há o Benfica-Sporting para a Taça.
E alianças à parte, também sabemos, que dificilmente o Sporting terá na equipa, Carlos Martins, Rochemback e possivelmente Douala.
A questão que se põe é: que alternativas terá o Benfica? Não existe nenhum joguito com o Real de Massamá para poder queimar o cartãozinho amarelo caso seja mostrado amanhã?
E as perguntas que se colocam, vêem na linha da igualdade de critérios utilizados pelo Sporting aquando da recepção do Benfica.
Portanto, Sr. Paulo Baptista amanhã pode "gamar" à vontade na Luz, mas veja lá se não mostra um cartão injustificável!

Falemos então de ídolos

Pois, é verdade, o meu consórcio Travassos tinha-se esquecido dos campeonatos regionais de reservas.
Tem toda a razão, Carlos Lisboa fez parte de uma grande equipa de basquetebol do benfica, mas só depois de ter sido bicampeão pelo sporting. Também é verdade que António Leitão ganhou uma medalha de bronze nas mesmas olimpíadas em que Carlos Lopes ganhou uma de ouro, isso já para não falar da prata de obikwelu e do bronze de rui silva em Atenas 2004. Quantas medalhas para a instituição? Zero. Já para não falar de outros grandes atletas campeões mundiais do sporting, como carla sacramento, domingos castro, carlos calado, naide gomes, etc, etc etc...
Não é verdade que Alexandre Yokochi tenha sido o primeiro nadador olímpico português. Foi sim o primeiro e único a nadar uma final olímpica, mas o que dizer do leão José Couto, que, antes de sair do sporting, foi vice-campeão europeu dos 200m bruços e bronze nos 100m bruços em 1999? E se o meu caro chalana não se recorda se livramento ou ramalhete alguma vez jogaram no sporting, deixo-lhe apenas um ano, 1977, em que o sporting foi campeão europeu de clubes, curiosamente, com ramalhete e livramento na equipa. Quantos títulos europeus teve a instituição? Zero.
E por cada dez ou vinte grandes nomes do futebol, também posso dar outros tantos: Acosta, Balakov, Inácio, António Oliveira, Azevedo, Juca, Morais, Hilário, Futre, o vosso Simão, Fernando Mendes, Oceano... Mas quem é que está a contá-los?
Naturalmente que Joaquim Agostinho não chegava aos pés do grande José Maria Nicolau, mas também só ganhou etapas na volta a França contra esse quase desconhecido chamado Eddie Merckx. Enfim, podemos não ter tantos títulos no futebol, mas pelo menos não mentimos na idade.
Ah, já me esquecia um dos primeiros campos utilizados pela instituição era propriedade do sporting. Tinham de pagar renda.

quinta-feira, janeiro 20, 2005

Falemos então de Ídolos e História

O meu caro amigo Travassos fala de história, idades, fundações e ídolos.
Considera ele que a colectividade do bairro do Lumiar é a melhor e a maior de Portugal.
Como devem calcular não vou discutir maioridade, porque provavelmente o meu caro Travassos terá os mesmos anos de filiação à sua colectividade como eu tenho ao grande clube português e o seu nº de sócio será bem menor do que o meu. Mas isso é os efeitos da verdadeira queima de cartões, que se fizeram ali para aos lados do Lumiar quando a colectividade da banheira não ganhava títulos.
Mas falemos de grandeza, de quem é quem, de quem foi.
Poderemos começar por dizer que não existe neste país nenhum quem tenha alcançado duas Taças dos Campeões Europeus dois anos seguidos. (claro que o Travassos vai dizer que são a preto e branco, mas apenas sigo o raciocínio histórico do meu amigo!).
Quanto à enormidade de troféus, taças e prémios afins, seria demasiado longo estar aqui a descriminar, porque não daria uma página inteira.
Falemos então “apenas” nos 30 títulos de Campeão Nacional, nas 24 Taças de Portugal, nas poucas, mas três Supertaças de Portugal, nos 3 Campeonatos de Portugal, nos 10 Campeonatos de Lisboa, nas 18 Taças de Honra, para não falar nos 42 Campeonatos Regionais em Reservas. No capítulo internacional, duas Taças dos Campeões Europeus, tendo em 67/68 sido considerada por essa verdadeira bíblia do futebol internacional, France Football, a melhor equipa europeia.
Isto meu caro, é História, e é da história que se constrói a grandeza de algo, porque daqui a 20 anos, quando falarmos da década de 90 e a 1ª do séc. XXI, falaremos dos feitos do fê-cê-pê.
E quanto a ídolos, meu caro amigo, não é só Eusébio. É Eusébio, mas é também Cosme Damião (O Pai), Ferreira Bogalho (o Pai da velhinha Luz) e Borges Coutinho.
Foi ainda, Ângelo, Artur, Artur Jorge, Bento, Carlos Manuel, Humberto Coelho, Cavém, Coluna, José Águas, Diamantino, Germano, foi o “teu” Rui Jordão, João Alves, Ricardo Gomes, Rui Costa, Shéu, Simões, Toni, Torres, Vítor Baptista, e claro, o grande “pequeno” Chalana.
Mas, falemos ainda de modalidades, e falemos do grande Nicolau (ciclismo), de António Leitão (no mesmo ano do teu Lopes) ganhando a medalha olímpica nos 5000 metros em Atletismo, de Carlos Lisboa o do basquetebol, que caro amigo, não tenho a certeza se jogou no Sporting, mas tenho a certeza, que foi no Benfica na década de 90, que ganhou um contentor de títulos.
Também, meu caro amigo, não sei se Ramalhete e Livramento jogaram no Sporting, mas sei, que os dois com mais uns quantos ganharam o campeonato nacional de 65 a 72. Exemplar!
Mas, para ir um pouco mais longe, deixa recordar-te que foi do Benfica, o primeiro nadador português num JO, dá pelo nome de Alexandre Yokochi, lembras-te?!
Se existe algo em que ninguém pode questionar é a dimensão e grandeza da história e do palmarés do Benfica.
Por aí Travassos, não vale a pena pegar!

uma questão de ídolos

o sporting não é o melhor e o maior clube português por mero acaso. é-o por genética, tradição, valores e pela escrita que os seus ídolos deixaram, perpetuando-se pelo passar dos tempos.

fechando o círculo a três clubes - sporting, "la famiglia" e a instituição - aos de alvalade está escrito no seu ácido desoxirribonucleico (adn) o que em nenhum dos outros dois está ou pode estar: a verdade. é idiossincrásico – o sporting foi o único que nunca mentiu na sua data de nascimento. e quem mente na sua identidade, mente em tudo o resto, de menor valor.

“filho que pais amargura, jamais conte com ventura”

instituição – é como alguém dar como sua data de nascimento o dia de nascimento de um dos seus pais. o sport lisboa, nascido por iniciativa de jovens belenenses e casapianos em 28 de fevereiro de 1904, juntou-se a um clube de ciclismo, o sport benfica, criado a 26 de julho de 1906: já na altura, numa prolepse histórica, sentiam a falta de um estádio e de dinheiro. é então que, a 13 de setembro de 1908, nasce o sport lisboa e benfica. mas este, não agradado com a sua juventude precoce, prefeririu optar pela pressa adulta. assim, exultar o centenário em ano do 96º ano de vida…

“la famiglia” – foi buscar uns registos de 1893, que mostram por escrito um clube com o mesmo nome, “football club porto”, para poder datar a agremiação ainda do século XIX. fundado a 2 de agosto de 1906 por josé monteiro da costa (está escrito n’“o tripeiro” pela mão de manuel queiroz em 1983), festejaram durante oito décadas esta data. até chegar ao clube pinto da costa. este decidiu, através de uma analogia homónima, recuar até 28 de setembro de 1983…

se este exemplo de como a mentira perdura – usando a máxima de goebbels de que uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade – é, por outro lado, chocante.

e no que aos ídolos diz respeito, as águas também se separam entre o sporting e os outros dois mentirosos.

o sporting conta com muitos ídolos, e espalhados pelas diversas modalidades. visconde de alvalade (o “pai”), francisco stromp (fundador), fernando peyroteo, josé travassos, manuel vasques, jesus correia, albano, héctor yazalde, manuel fernades, rui jordão, vítor damas, luís figo (futebol), antónio livramento, ramalhete, garrido (hóquei), carlos lopes, fernando mamede (atletismo), alfredo trindade, joaquim agostinho (ciclismo), carlos lisboa (basquetebol), miguel maia (voleibol), moniz pereira (treinador).

a primeira medalha de ouro de portugal nuns jogos olímpicos, o primeiro golo numa competição europeia de futebol, a fantástica equipa de hóquei que dominou a europa, o recorde europeu de mamede.

“la famigila” – pinto da costa, pedroto e reinaldo teles

instituição – eusébio, eusébio, eusébio

ídolos. muitos. e sem pés de barro. sem bairrismos e limitações no pensamento. eis o sporting.

Porquê Zé do Boné?

Nesta minha primeira intervenção como “representante” do campeão europeu, bicampeão nacional e vencedor da Taça Intercontinental neste blog, cabe-me, antes de mais, justificar a escolha do meu “nickname”. É fácil de ver, por muito que custe a certos e determinados sportinguistas. É uma homenagem a um dos maiores treinadores do futebol português, alguém que marcou uma era, que foi pioneiro numa visão mais profissional do desporto. José Maria Pedroto marcou também uma mudança política, e até ideológica, na atitude do FC Porto, que deixou de ser o pequenino dos grandes, para ser um dos “grandes”. Pedroto, fanático dos detalhes, marcou toda uma geração de jogadores, alguns deles futuros treinadores. Marcou uma geração, como José Mourinho (o melhor treinador que o FC Porto já teve) está a marcar (ou vai marcar) outra. Como hoje todos os jovens técnicos admiram os métodos Mourinho, há 20 ou 25 anos, era Pedroto, o Mestre.

As Contratações de Inverno

E aí estão as primeiras contratações de Janeiro do Off-siders.
Para ajudar aqui o Chalana, a defender as cores do Benfica, eis que foi contratado para a equipa, o Glorioso.
Como não somos estritamente da capital, considerámos ainda a contratação de um representante do Norte, e fomos buscar a grande vedeta Zé do Boné.
Serão as últimas contratações de Inverno, a ver vamos?
Scriptum- Melhor que estas contratações só o Super-Maxi...

terça-feira, janeiro 18, 2005

1ª Volta

Existem alguns comentaristas que afirmam que este campeonato está mais competitivo do que de anos anteriores.
Não acho! E não acho, pela simples razão de que o futebol praticado continua a ser de fraca qualidade, continua as equipas a jogar para o 0-0 ou pelo pontozinho.
E se olharmos para os números reparamos que tudo está na mesma, apenas se alterou a quantidade de pontos amealhado pelos três grandes, ou seja, só como exemplo Porto perdeu 14 pontos em relação ao ano passado, Benfica 9.
Em relação a esta primeira volta, a análise que faço é a seguinte:
Porto – Acaba a primeira volta em primeiro a jogar mal, muito mal, sem qualquer definição estratégica, a viver sobre o fantasma Mourinho.
Apenas esteve bem em três ou quatro momentos chave, como foi o caso, da vitória na Luz e com o Sporting, a grande vitória na Intercontinental e o jogo com um Chelsea de segunda. Saída de muitos jogadores, entre eles, aqueles que Del Neri queria mandar embora, a mostrar alguma desorientação, até porque para os lados de Leixões anda um contentor carregado de jogadores para o Porto. Para agravar a situação vê-se privado da presença do seu Presidente no banco pelos motivos que todos sabemos.
Sporting – Começou muito mal, apesar de se queixar das arbitragens, à quinta ou sexta jornada, já havia adeptos com lenços brancos para Peseiro e a chamavam Dias da Cunha, filho de mulher da vida.
Recuperou e bem, jogou mais no derby lisboeta, mas na hora de mostrar estofo de campeão, perdeu na Madeira, num jogo onde foi claro, o deficit que possuem quando não têm Rochemback, e alteram a laterais da defesa. Falta a Peseiro perceber que Beto é um flop.
Benfica – Foi dos três grandes o que melhor começou, e há quinta jornada, tinha uma diferença considerável em relação aos outros. Perdeu na Luz com o Porto com a célere bola que entrou e não entrou. Viveu momentos conturbados após esse jogo, bem como uma onda de lesões inexplicáveis. Perdeu pontos incríveis, em Leiria, em casa com Rio Ave, e em Alvalade, por falta de ambição. Ganhou e bem ao Boavista, aquando do regresso da equipa base, com a cereja chamada Mantorras. Veremos…
Braga – Bom campeonato, mas a falhar em momentos cruciais, como foi este fim-de-semana. Empate com os três grandes. Alguns jogadores em destaque, a começar a sofrer a cobiça dos grandes.
Boavista – É o Boavista de Pacheco. Porrada de meia-noite, vitórias por um zero, penalties discutíveis. Muita força e garra, pouco futebol. Prova disso, dez golos sofridos na segunda circular.
Marítimo – Mudança de treinador no início da época a resultar, com boas vitórias e a prática de um futebol bonito. Ganhou em Alvalade e empatou em casa com Porto e Benfica. Tem uma das revelações do campeonato chamado Manduca.
Rio Ave – É provavelmente a equipa que melhor pratica futebol neste momento, apesar de ser o rei dos empates. Talhada para ser treinada por Carlos Brito, com um orçamento reduzido vai fazendo sensação, empatando na Luz (estava a perder 3-1), empatando no Dragão (estava a ganhar) e empatou em casa com Sporting. Regresso de um grande jogador, Ricardo Nascimento. Ser
á que este ano, se lembram de pagar para ir à UEFA?
Setúbal – Foi uma das primeiras revelações, a praticar um bom futebol. Foi à Luz de peito feito, perdeu por quatro e nunca mais se encontrou. Em casa, ganhou ao Sporting e perdeu com o Porto.
Leiria – Vai andando, com muitos empates, ganhou em casa ao Benfica, empatou no Dragão e em Alvalade. Pagou o desgaste da Inter-Toto.
Guimarães – Com a equipa que possui está bem abaixo na tabela. Perdeu em casa com Benfica, Sporting e Porto.
Nacional – Não está de todo a fazer o campeonato do ano passado, apesar de continuar a ser o clube do “Brasileirão”. Deixou de ter o seu timoneiro depois da vitória com o Sporting. E agora?
Belenenses – Prometeu muito, goleou o Benfica em casa, perdeu no Dragão e em Alvalade. Mas apenas prometeu…
Penafiel – Candidato à descida, melhorou com Luís Castro mas continua muito fraco.
Gil Vicente – Vive momentos difíceis.
Estoril – Outro dos candidatos à descida, fica apenas na retina o empate no Dragão.
Moreirense – Mau, muito mau…
Beira-Mar – Mau, muito mau…
Académica – Com Nelo Vingada, pode e tem de melhorar muito, mas vai ser difícil.

sexta-feira, janeiro 14, 2005

Prognósticos da semana

Académica - FCP 1 - 1;
Nacional - Sporting 2 - 1;
Benfica - Boavista 1 - 1.


Adenda: Os golos de Coimbra, passaram para baixo, e a supresa Benfica, fez perder o prémio. Há Jackpot para a semana.

quarta-feira, janeiro 12, 2005

veiga team

quem parte e reparte e fica com a pior parte, ou é tolo ou não tem arte.

este genial provérbio português aplica-se a toda a linha a todos aqueles dirigentes que nos últimos anos têm passado pela instituição. e têm metido ao bolso, às mãos cheias, aquilo que têm conseguido. e josé veiga não é excepção...

a instituição tornou-se rapidamente no "veiga team". equipa nada recomendada, com um dirigente ainda menos recomendável. josé veiga deixou a pasta de agente fifa na gaveta - temporariamente, pois a sua empresa continua cotada na bolsa de paris - para passar a gerir um clube. um qualquer clube.

para este portista de coração e portuense de alma calhou ser a instituição. podia ter sido outro qualquer clube, mas foi naquele que havia investido uns quantos milhões de euros - e foi naquele que ele resolveu debruçar-se, para gáudio dos sportinguistas, numa tentativa de reaver o que lá depositou.

e assim nasceu o veiga team. com luvas de pelica, josé veiga já rescindiu com zlatko zahovic; prepara-se para mandar embora tommo sokota; e o senhor que se segue poderá bem passar pela esperança na baliza "encarnada" - moreira. a aposta de quim nos últimos jogos não é coincidência. o ex-guarda-redes do sp. braga (este clube do norte é, e sempre foi, um entreposto para os jogadores do ex-empresário) foi uma contratação de veiga e por isso há que valorizá-lo.

assim, a ver o barco afundar-se a esta velocidade, os ratos nem sequer são os primeiros a abandonar. só quando tiverem os bolsos cheios...



O melhor ponta esquerda

Por esta hora vai a enterrar um dos maiores jogadores da história do Benfica e do futebol português.
Domiciano Cavém foi dos melhores extremos esquerdos que o Benfica possuiu nas suas fileiras, melhor dizendo, ele foi o verdadeiro ponta esquerda do Benfica.
Bicampeão europeu, vencedor de inúmeros títulos nacionais, marcador de mais de uma centena de golos com a camisola encarnada, muitos deles de extrema beleza.
Cavém foi um verdadeiro génio que passeou pelos relvados na década de 60, o todo-o-terreno como o chamavam. Começou a ponta esquerda, derivou para a direita aquando da chegada de Simões, e acabou a lateral direito com 38 anos.
Em tempo de entrevistas, e em tempo em que se afirma, que no Benfica existe profissionalismo e vontade de campeão, deveriam esses entrevistados colocar os olhos neste homem que tanto deu ao seu clube de coração.
O homem que a certa altura, desistiu de ser jogador para apenas ser funcionário público farto das promessas dos dirigentes da altura, que lhe prometiam um melhor trabalho do que o que tinha num qualquer estaleiro naval.
Como o prometido não foi cumprido viajou à procura de melhores condições na serra mais alta de Portugal Continental, tendo mais uma vez sido enganado.
Acabou no Benfica a ganhar muito para a época, mas pouco para a realidade actual.
Como disse em tempos “Não ganhei milhões, nem sequer milhares. O que ganhei, isso sim, foi a amizade e o respeito de muito boa gente, muito especialmente daquelas pessoas que sabiam perfeitamente que o Cavém, lá dentro, não só dava o litro, mas sim os dois litros”.
Para todos aqueles que não o conhecem sugiro as sessões de futebol a preto e branco que a RTP Memória fez saltar para os nossos televisores, porque é com memória que se constrói a história.

segunda-feira, janeiro 10, 2005

Pergunta inocente

Não era Del Neri que queria dispensar no início da época, Derlei, Carlos Alberto e Maciel?

Trapp deu o Perdão a Liedson

Muito bem, falemos do derby lisboeta.
Já todos o disseram, e não serei eu a desmentir, o Benfica jogou mal, jogou com medo, sem ambição, sem garra, sem alma, sem qualidade.
Quanto se esperava após a expulsão de Rui Jorge, que o Benfica se soltasse das amarras que trazia do balneário, e impostas pelo Sr. Trapattoni, o Benfica não o fez, e com isso, deixou o Sporting jogar a seu belo prazer.
Sempre foi uma equipa de meio da tabela a jogar em Alvalade para o 0-0, esperando um qualquer remate certeiro ou um qualquer livre de Simão ou Petit.
Para bom entendedor, Petit a meio da semana tinha deixado claro, esta situação quando afirmava que o jogo deveria ser decidido por uma qualquer bola parada, mostrando assim, a táctica incutida por Trapattoni ao longo da semana.
Enganaram-se, três golos, todos de bola corrida.
Vejamos agora, dois casos que parecendo idênticos não o são. Rui Jorge é expulso, porque toca e agarra Geovanni, quando este se encontrava isolado para a baliza, e Rui Jorge era o último jogador do Sporting. No caso de Alcides, e não discutindo a intensidade do lance, até porque não sou o Pôncio, e mesmo esse, anda agora a distribuir chás e bolachas, mas, dizia, Alcides faz falta sobre Liedson (que explora a situação), tornando o lance parecido com o de Rui Jorge, mas com um senão, é que Alcides não era o último homem do Benfica, e Liedson após passar Alcides, tinha que enfrentar pela direita Bruno Aguiar e pela esquerda João pereira.
Não foi e que fique claro, por esta situação ou outra que o Benfica perdeu.
Apenas, serve para estranhar as reposições de justiça que alguns alegam.
No que diz respeito ao título deste post, ele vai de encontro, à generalidade das opiniões, é que com a ajuda de Trapattoni, o Sporting conseguiu fazer o jogo que fez, e Liedson, esse tal grande avançado que tantos falam, que mais parece um qualquer jovem, filmado na Etiópia, conseguiu ser perdoado por uma imensa “casa de banho”, que com golos esqueceu a indisciplina.
Quem será o próximo?
Nota final: Acho interessante toda esta festança leonina, com buzinas de carros a apitar, pelos mesmos que há poucos meses atrás assobiavam Peseiro e a equipa, pediam a cabeça do treinador e mandavam o Presidente (o tal que é cooptado) para sítios menos próprios para serem mencionados neste espaço.
Como acredito que seja o filme da próxima semana, o que fará essa mesma massa, quando o Sporting perder na Madeira com Nacional? Ah! Irá responder que do mal, o menos, porque o Benfica empatou com o Boavista em casa…

domingo, janeiro 09, 2005

adivinha quem vem jantar

o título é roubado ao filme de stanley kramer, de 1967, mas a história do sporting e de liedson no jogo de ontem frente à instituição tem pouco a ver com aquele guião cinematográfico. e com o elenco, tirando a parte de o avançado e sidney poitier serem negros. mas sim com a figura do melhor marcador do campeonato português – chegou a horas da partida, apareceu e foi decisivo.

vini, vidi, vinci

a resposta ficou, portanto, escrita em linhas tortas. tal como deus, liedson levou o jogo para o final por si escolhido, apesar de todas as vicissitudes. a opinião pública colocou-o de fora do dérbi; os benfiquistas, por temor, também; e os sportinguistas, por pudor, estavam divididos. porquê? prejudicou o sporting pelas férias extensivas a mais dias dos que os devidos e não poderia nunca aumentar os estragos com a sua ausência no jogo – existem multas pecuniárias, apliquem-nas! não se prolongue a dor…

liedson foi um terror para a medrosa instituição. é uma equipa encolhida, sem qualidade e ambição, que voltou a jogar com a dualidade de critérios de duarte gomes – o árbitro, à semelhança do penalti compensatório concedido a jardel há três anos depois de ter beneficiado a instituição com uma grande penalidade a abrir o jogo, ontem voltou a fazer o mesmo. prejudicou o sporting em 30 (trinta) minutos, quando expulsou rui jorge. e depois repôs a justiça. resultado: se o sporting estava melhor com 11, continuou assim com 10, com o adversário também reduzido a 10 tornou-se presa tenra para o mortífero leão.

liedson resolve

os benfiquistas queriam uma punição exemplar para o goleador. pois tiveram-na – pagou o justo pelo pecador, paciência. sendo que aqui o justo é a instituição

post – a lusa emitiu um comunicado a dizer que finalmente encontraram o liedson. estava a marcar golos ao benfica.

post II – recebi esta mensagem de um benfiquista: “que venha o super-maxi [maxi lópez] que os pernas-de-pau já cá estão!”

sábado, janeiro 08, 2005

A moral

Não há coisa mais volátil no futebol que a moral dos adeptos. As esperanças crescem e esvaziam-se, dependendo de contratações, resultados, declarações inflamadas e erros de arbitragens. Os adeptos são humanos e apaixonados e estão à mercê destes elementos que estão fora do seu controlo.
Um Sporting-Benfica, como o de hoje, é um daqueles acontecimentos que marcam uma época para sportinguistas e benfiquistas e que pode determinar um estado de espírito durante semanas, servir de argumento fundamental para discussão ou, simplesmente, para entrar de cabeça erguida no trabalho e deitar um olhar de superioridade áquele colega que é um fanático de outro clube e que anda caladinho que nem um rato.
O que significa o resultado do "derby" de hoje para sportinguistas e benfiquistas? Começemos pelos que jogam em casa. Os sportinguistas até andam com o astral relativamente alto e nem se importam muito com as férias prolongadas de Liedson. Depois de um início relativamente pífio, o Sporting tem feito algumas boas exibições, e, se há poucas jornadas estava a oito pontos, agora até já pode ser líder. Não há contratações de Inverno, mas há confiança no "homem do supermercado" e no losângo que estica a atacar e encolhe a defender. A vitória sobre o Benfica eleva Peseiro aos píncaros. A derrota volta a fazer dele o Zé Coveiro.
O Benfica, por seu lado, já foi líder e esta temporada já somou vários títulos de campeão, curiosamente e número igual ao das jornadas em que tinha mais pontos que os outros todos. Esses eram os tempos de Trapattoni "Velha Raposa", um gestor fantástico de uma equipa de parcos recursos futebolísticos, um mestre táctico com um currículo que não deixa margem para dúvidas. E a contratação iminente de Robinho durante vários meses indicava que o Benfica era capaz de lutar contra os maiores da Europa quando era para ir buscar os melhores jogadores do mundo.
Mas os "resultados anormais", como lhes chamou José Veiga, foram-se acumulando e o balão da euforia benfiquista foi-se esvaziando. De repente, todos os sócios da "instituição" pediam a cabeça de LFV, os mesmos que um ano e pouco antes lhe tinham dado uma vitória acima dos 90 por cento (ao bom estilo de Saddam Hussein) nas eleições. O plantel era mau, Veiga não prestava como gestor do futebol e o treinador deixou de ser a raposa para ser apenas velho - ou como lhe chamou um jornalista da SIC, "o mais experiente treinador do mundo ainda vivo". Nos últimos dias, um novo "twist" no argumento do filme da época benfiquista. Maxi Lopez é o novo reforço (mas é a MSI que decide e foi a troco de Manuel Fernandes) e, se Roger entrar nos eixos, vão ser campeões de certeza absoluta. Uma vitória sobre o Sporting volta a encher de esperança, com uma derrota voltam a entrar em depressão e Olegário Benquerença volta a ser desculpa para todos os males. Pelo menos até à próxima contratação bombástica.

sexta-feira, janeiro 07, 2005

o fantasma mário jardel

os benfiquistas nunca conseguirão fazer desaparecer os fantasmas criados pelos dois golos de super-mário, no empate 2-2 da luz que garantiu ao sporting continuar na liderança do campeonato no dobrar do ano de 2001. injusto para os sportinguistas, que jogaram mais e viram duarte gomes não assinalar um penalti sobre jardel logo aos cinco minutos de jogo (falta de argel) – mais tarde nesta partida, este juiz simpatizante da instituição, viria a marcar falta na área dos “leões” devido a uma bola na mão de beto… como diz o ditado, “não há onde o filho fique bem, como no colo da mãe” e o senhor da apaf (associação portuguesa de árbitros de futebol) deu uma vantagem de dois golos aos da casa.

a história fatídica da instituição conta-se em poucas palavras. o primeiro grande momento de dor dos benfiquistas reporta-se à primeira grande mentira do clube, saltando aqui pela falsificação da sua data de nascimento: a eleição de manuel vilarinho para a presidência. sem rumo definido, este senhor herdeiro dos cafés “chave de ouro” conseguiu bater vale e azevedo nas urnas por uma margem curta, mas devido a um grande trunfo – mário jardel. a promessa eleitoral de vilarinho em trazer um dos mais prolíficos marcadores de golos no planeta para a instituição garantiu-lhe o triunfo. à custa da mentira.

o segundo grande soco no estômago dos benfiquistas foi mário jardel jogar na luz… mas pelo sporting! para o dérbi no alguidar da instituição - jogo em que cunha leal, director-executivo da liga de clubes e ex-dirigente “encarnado”, conseguiu não castigar tiago depois de este ter agredido um adversário do estrela da amadora na jornada anterior – a festa natalícia deu lugar a uma dor imensa de pesar.

16 de dezembro de 2001

a ganhar com um golo de simão – com um penalti inexistente – e outro de zahovic, a vantagem de dois golos mostrava-se curta numa noite que se vestia de um frio invernal. e o terror vestia de verde-e-branco. ao contrário do texto de chalana – marcado por vários erros, principalmente de avaliação ao trabalho do árbitro… -, o primeiro golo de jardel foi marcado de penalti (sem motivo, mas compensatório). e foi premonitório. o cruzamento de tello fez aterrar a bola na mortífera cabeça de jardel – golo e o alguidar veio abaixo! o “punch line” seria o golo de joão pinto, mas o remate do grande artista levou a bola a passar a escassos centímetros do poste… este final de jogo foi de tal forma letal que levou vilarinho a afirmar no final que o segundo golo de jardel tinha sido precedido de falta sobre joão manuel pinto. mas não houve. e os benfiquistas saíram humilhados sob os cânticos sportinguistas de desejos de um bom natal.

e é por tudo isto que os lampiões não esquecem os dois golos de mário jardel. o fantasma de super-mário. o árbitro, esse, desde que inocêncio calabote (a sua biografia virá num próximo post) se foi embora deixou os benfiquistas mancos…

quarta-feira, janeiro 05, 2005

Duarte Gomes e o fantasma

Estávamos no ano de 2001, e aproximava-se um encontro de extrema importância, na velhinha Catedral, era o jogo que podia de forma considerável relançar o Benfica na luta pelo título.
Dias antes, ficamos a saber da nomeação de Duarte Gomes para o derby da capital, era o seu primeiro derby, era a sua prova de fogo.
Na altura, num almoço de empresa fico a saber que o rapaz era primo de um colega de trabalho, daqueles benfiquistas que acordam e adormecem a pensar única e exclusivamente no clube, para eles, o Benfica é a sua religião.
Comentámos na altura, o facto da nomeação, e o primo do rapaz do apito, chegou a dizer que o primo estava calmo, e que espanto, até era do Benfica.
Comecei a desenhar a história triste que essa simpatia podia causar, e como sempre tinha razão.
Chegados ao grande dia, o jogo começou favorável à turma da Luz que se encontrava a ganhar por 2-0 a 10 minutos do fim.
Depois, bem depois, foi o momento do homem do apito, quando perto do fim, e já depois de Jardel ter reduzido, se lembrou de marcar um penalty que ninguém viu, o tal penalty do fantasma que empurrou o tal que apelidavam de super-mário. ou seria super-copos?
A história desse dia estava pintada, o Sporting conseguia roubar os três pontos na Luz com a mãozinha, não do Vata, mas do fantasma.
E digo-vos, quando demoliram o Estádio da Luz, muitas descobertas se fizeram, até um baú com areias da Índia, oferecido na altura da conquista de uma das Taça de Campeões Europeus, mas do fantasma nem sinal, tinha evaporado, provavelmente para dentro do apito do rapaz que fazia a sua estreia.
Assim, e por escassas esperanças que tinha sobre a vitória do Benfica em Alvalade no próximo Sábado fiquei perfeitamente consciente que a haver vitória ela não será para os homens que equipam de vermelho.
Portanto, meu caro Travassos pode estar descansado, porque afinal o assistente não será escolhido a dedo, quem o foi escolhido a dedo, foi o homem do Fantasma.

terça-feira, janeiro 04, 2005

A realidade do Futebol Português - I

A realidade do futebol português é clara, vive-se com paixão e sem razão.
Não sei se sempre foi assim, mas pelo menos, nos últimos trinta anos, é assim.
Em Portugal, o único objectivo dos adeptos é a vitória da sua equipa, seja de que forma for, aliás costumamos dizer muitas vezes, que se ganhe nem que seja com um golito de mão ou com a ponta do nariz, desde que entre. (muitas entram, mas apenas para uns quantos milhões…)
O adepto português festeja com o maior fervor o golo de uma equipa que não a sua, quando a mesma marca ao seu rival, para provavelmente na semana seguinte, se exaltar com o golo da mesma equipa mas à sua.
Em Portugal, não se vê futebol. Porque o adepto português não também não op quer ver, apenas quer a vitória.
Numa entrevista que há alguns meses, Dani, ex-jogador do Sporting e Benfica, e que passou pelo campeonato holandês, afirmava que na Holanda, os adeptos iam ao futebol como iam a uma ópera.
Em Portugal nós vamos ao futebol, para ver a nossa equipa ganhar.
Se em Portugal, a nossa equipa perde, provavelmente, essa derrota deve-se ao árbitro (algumas vezes, mais do que se esperava é verdade), ou em última instância porque tivemos azar, ou em algumas situações, porque o treinador errou na substituição.
Raramente assumimos que a nossa equipa perdeu porque temos maus jogadores, porque os nossos dirigentes não percebem nada de futebol, que compramos jogadores em função das comissões que cada um ganha, sem qualquer interesse pela estrutura da equipa, sem qualquer interesse pelo bem estar do bom futebol que se pratica noutras paragens.
Poderíamos sempre comparar o nosso futebol com o da Inglaterra ou o da Espanha, mas é melhor não o fazermos, porque chegaremos à conclusão que temos um futebol ao nível do que se pratica no Terceiro Mundo.
Se quisermos comparar o nosso futebol, então que o comparem ao Sul-americano, ou ao futebol africano.
Claro, que os defensores deste método, acham que tudo está bem, e quando confrontados com esta realidade, respondem com os êxitos do Porto ou da selecção nacional.
Mas, esquecem-se que tanto um êxito como outro são explicados não pela qualidade do nosso futebol, mas duas outras razões.
No caso do Porto, esse mesmo êxito é determinado pela qualidade de Mourinho, e se dúvidas houvesse, veja-se o Porto este ano, que possui melhores jogadores que nos anos transactos, e que ainda não conseguiu atingir metade da qualidade dos últimos dois anos.
No caso da Selecção, esse êxito é determinado pelos jogadores que emigraram para fora do país, para jogarem nos tais campeonatos, onnde o futebol é um espectáculo, e em que os estádios estão sempre cheios. Esses mesmos jogadores, adquiriram uma experiência, e uma competitividade, que seria impossível num campeonato como o nosso, em que a média de faltas por jogo devem andar nas 30 ou 40.
O Chelsea e o Arsenal possuem em média 11 faltas por jogo. Relevante.
Quando questionaram Mourinho, sobre o seu regresso ao futebol português, Mourinho respondeu que gostava muito de jogar em Inglaterra, porque em todos os estádios que jogava estavam cheios.
É muito mais bonito, digo eu….


A entrevista do senhor que veio do Luxemburgo

A entrevista de José Veiga, traz-nos mais do mesmo, ou seja, todo aquele discurso que os benfiquistas têm ouvido e lido nos últimos anos.Para um benfiquista informado, interessado, e principalmente formado, todo aquele discurso cheira a politiquice que nos habituámos a ver e ouvir todos os dias, na Assembleia da República, ou num qualquer palanque em que um líder partidário fale.Vamos por pontos:
1. Veiga chora durante toda a entrevista, sobre a situação financeira do Benfica, como se essa mesma crise, apenas tivesse aparecido quando o mesmo tomou as rédeas do futebol benfiquista. Esse mesmo discurso, já é ouvido desde os tempos de Manuel Damásio, quando se fumava charutos nas reuniões de Direcção. E se realmente, estão com tantas dificuldades financeiras, porque não efectuaram um plano muito mais económico na venda de lugares cativos e de época, para puderem ter o estádio cheio e arrecadarem um boa fatia todos os meses?
2. Quanto ao balneário forte, todos já sabemos que o mesmo é forte há muitos anos, já o dizia Vale e Azevedo, quando na altura, ninguém recebia ordenados ou prémios.Ficamos todos a saber que o Benfica possui o melhor corpo médico e o melhor fisioterapeuta do país, e que as lesões são provocadas pelo azar. Estranho, se pensarmos que o ano passado, as mesmas lesões também apareceram, e na altura, a culpa era dos vários campos de treino que o Benfica frequentava.
3. Uma das poucas afirmações que Veiga faz e que entendo na perfeição, é de que, gostaria imenso de ser campeão pelo Benfica. Não seria de esperar outra coisa, primeiro porque assim, sempre segura o lugar por mais uns tempos, em segundo porque é a cassete das direcções benfiquistas.
4. Quanto às contratações, remata para canto, quando lhe falam de Paulo Almeida, desculpando-se em Camacho, provavelmente, o homem mais competente que passou pelo Benfica desde os tempos de Mourinho.
5. Sobre o problema que teve com Tiago, e que ninguém escondeu, defende-se dizendo que a venda até foi um bom negócio. Como? Vender Tiago por 12,5 milhões de Euros é uma boa venda? Não valeria muito mais?
6. Finalmente, Veiga considera que os jogos de Estugarda, do Restelo e em casa com o Rio Ave, foram os piores resultados. Então e o que dizer, da derrota em Bruxelas, frente a uma equipa que nem um ponto conseguiu na Champions, e que na Luz só não levou dois ou três, porque Mr. Trapp decidiu defender o 1-0, e por isso, foi assobiado até à exaustão; ou o que dizer do jogo da Taça com a Oliveirense, onde os jogadores do Benfica mostraram uma falta de atitude e de profissionalismo impressionante.
O Sr. José Veiga faz o discurso que todos os que têm passado pela Luz têm feito, mas meu caro, sou sócio do Benfica há 25 anos, tenho em casa, alguém que receberá em Fevereiro, o emblema dos 50 anos, e ainda possuo, entre o mundo dos vivos, um homem que já leva 67 anos de sócio, que começou a ver o Benfica a jogar, no campo das Amoreiras, sentado em ripas de madeira.Por amor de Deus, sejam realistas e assumam de vez, que enquanto aí estiverem não serão campeões.
P.S.1- Sr. Serpa, inadiável a entrevista ao Sr. Veiga, porquê? E o novo director do futebol do Sporting, p.e., já deu alguma? Não vendem, não é...
P.S.2- Quanto às perguntas serem o menos incomodativas possíveis, não é nada que me espante, não são sempre assim? Até os debates, que são em directo...

segunda-feira, janeiro 03, 2005

dudic é o reforço de inverno da instituição

josé veiga dá hoje uma entrevista completamente branca ao jornal "a bola", esse "pravda" ao serviço da instituição. é tudo branco: as perguntas, as respostas. parece encomenda. e cheira a propaganda no pior regime antidemocrático. não há perguntas difíceis - "por que o sokota não renova o contrato?" ou "por que são os reforços deste ano de uma qualidade tão confrangedora?" ou "se não fossem os árbitros a instituição estaria bem longe dos lugares da europa, não seria assim?" - não.

não se pode incomodar o senhor para o futebol da instituição. que ninguém sabe ainda se ele é presidente da sad da instituição (a liga assim o considerou e castigou-o nessa condição pela triste e vergonhosa conferência de imprensa no final do jogo com a "famiglia" no alguidar da luz) ou se é mero adjunto do presidente da instituição, já que não pode exercer o cargo devido a diversas evasões fiscais.

frases banais, pensamentos clichés, ideias estereotipadas e algumas mentiras do senhor veiga (ex-presidente da casa da "famiglia" no luxemburgo).

1. "só está no benfica quem pensa 24 horas no benfica" uau!
2. "alguma equipa tem melhor dupla que dos santos-fyssas?" nããããão...
3. "quando tomo uma decisão não volto atrás" é um louco!
4. "nunca tive problemas com tiago" tsss
5. "o nosso ponto forte é o espírito no balneário" please...

êtecétera, êtecétera

o grave é que existem benfiquistas bem intencionados que acreditam nestas coisas...

para além desta anedótica entrevista, existe outro caso anedótico. ontem, no estádio da luz.

dudic - futebolista jugoslavo que assinou contrato com a instituição em 2000 - resolveu aparecer no treino pela manhã. apeteceu-lhe. está bem que não há trapattoni, mortinho para voltar para casa (deu uma entrevista ao jornal italiano "il gazzettino" a dizer: "se quiserem volto a correr para itália") e que faltou a dois treinos.

mas daí o dudic assumir-se como o único reforço da instituição neste inverno roça a mais alta humilhação!


domingo, janeiro 02, 2005

tsunami liedson

já aconteceu de tudo a liedson, o único homem na terra que conseguiu fazer tremer josé mourinho. e não pára, esta roda-viva à volta do melhor jogador da superliga. até o "record" tirar-lhe um golo, em penafiel, garantindo que foi auto-golo...

antes da era-karadas, este brasileiro ex-repositor de stock nos supermercados, era acusado de fragilidade muscular por se atirar para o chão - terá começado aí a sua fama, com o claríssimo penalti sofrido frente ao fc porto ("la famiglia"). a de goleador, essa, terá de ficar adiada, tal como foi sendo adiado até ser possível o mérito a super-mário jardel (terceiro melhor marcador de sempre num campeonato, igualando o registo de eusébio, com 42 golos, atrás de peyroteu e yazalde).

liedson ainda não percebeu por que é que vê tantos cartões. nem ninguém entende. contra o marítimo, em alvalade, foi expulso por ter sido derrubado à entrada da área maritimista - ainda na primeira parte (o sporting viria a perder esse jogo). o acumular de cartões neste franzino jogador foi tal que chegou a guimarães com o crédito nos limites: sem mais, na véspera do jogo com o benfiquinha, claro!

inteligente como poucos, e já sabendo que o sporting usaria o plano b que anteciparia o jogo com o pampilhosa caso visse cartão, despachou a pressão, viu o amarelo da ordem e descansou. como está a descansar agora. esta celeuma pela sua ausência deve-se pela franca inabilidade dos dirigentes do sporting - liedson chega, diz que pediu autorização ao clube para ficar mais uns dias no brasil e ponto final.

agora, descansem os benfiquistas, apavorados pelo tsunami liedson. o juiz-de-linha para o dérbi já está encontrado, escolhido a dedo e colocará tudo na sua ordem respectiva. tal como aconteceu em alvalade contra o sp. braga (golo limpo anulado a hugo viana) e em guimarães (dois golos irregulares de silva).

vergonha I: é tudo mau. demais. com o golo de hugo viana o sporting ia à frente do campeonato.

vergonha II: para além dos dois golos irregulares de silva, do comportamento bárbaro dos adeptos do v. guimarães e da insegurança toda que se viveu no estádio calhou ao sporting pagar uma multa mais avultada que os dirigentes vimaranenses. ao que consta, devido aos cânticos das claques do sporting...

Diferenças de Tratamento

Todos os jornais desportivos falam da ausência de Liedson em Alcochete, tendo o mesmo faltado a seis ou sete treinos do Sporting.
Na mesma linha, Pepe, Diego, Derlei e Maciel, ainda não apareceram em Gaia, para treinar com a restante equipa do Fcp.
Em relação a Liedson anuncia-se nos jornais que a direcção do Sporting nem quer ouvir falar mais de Liedson, e que será punido com uma multa quando chegar a Alcochete.
Os quatro portistas estão proibidos de frequentar as instalações do clube!
Eis a diferença de tratamento que cada clube dá à mesma situação.
Todos sabemos como o Fcp é organizado neste tipo de ocorrências, e todos nos lembramos de como, o Sporting reagiu e conduziu o processo Jardel, no início de 2003.
Liedson é visto por muitos como o elo que irá decidir o derby de dia 8, tornando-o assim, na maior vedeta actual do plantel leonino, impulsionando toda uma direcção a antecipar um jogo da Taça, pagando todas as despesas ao seu adversário, para que o tal rapaz vedeta, pudesse limpar a sua folha de amarelos.
Aliás, a discussão sobre este tão famoso amarelo começou na semana que antecedeu a visita a Guimarães, quando o irmão da Ferreira Leite, um tal de Dias, afirmava a plenos pulmões que o Liedson ia levar o quinto amarelo, como se o “favor” já estivesse pedido há muito.
Mas, enganou-se o tal Dias, porque o rapaz vedeta, lá colocou a sua mãozinha, qual Vata, para levar mais uma cartolina amarela.
Perante toda esta mediatização à volta deste rapaz vedeta, como poderia ele, resistir à tentação de ficar mais uns dias na sua Terra Natal, a desfrutar da enorme barriga da sua mulher (grávida), esperando o nascimento do principezinho, quando sabe de antemão, que quando chegar a Alcochete, apenas pagará uma mísera multa por mau comportamento, e no minuto seguinte, toda uma direcção lhe estará a pedir muitos golos na noite de Sábado, frente ao tal clube que possui uma grandeza inigualável, e que a muitos faz confusão.
E o Fcp como agirá?
Será que os meninos mal comportados também jogarão?

A revisão dos dogmas

O Benfica não é o Benfica, é o Glorioso, o Benfica não joga no Estádio da Luz, joga na Catedral e o Benfica não joga ao ataque, joga à Benfica. Naturalmente que não nos podemos esquecer dos famosos "dez minutos à Benfica" e dos "seis milhões". Pois bem, vamos fazer uma actualização destes dogmas da, como um dia lhe chamou Jankauskas, religião Benfica:

"O Glorioso" - Pode um clube que tem Luís Filipe Vieira (doravante conhecido na prosa do Sr. Fantástico como LFV, Mickey Mouse, Quim Barreiros ou Magnata dos Pneus) como presidente denominar-se desta maneira? Há alguém que se possa orgulhar de um clube com José Veiga como director desportivo, de uma equipa que tem Everson, Paulo Almeida, Argel, João Pereira e outros? E há quantos anos é que não ganha o campeonato? Em algum destes anos esteve perto de o conseguir? Para quem não se lembra, ou não se quer lembrar, num destes dez anos sem títulos, o "Glorioso" ficou em sexto lugar.
"A Catedral" - Quem conseguir encontrar uma catedral com uma decoração feita à base de cimento, por favor entre em contacto com o Offsiders. E decidam-se de uma vez, é Catedral da Luz ou Inferno da Luz? Não pode ser as duas coisas. É religiosamente impossível.
"Jogar à Benfica" e "Dez minutos à Benfica" - Hoje em dia, o que significa exactamente "jogar à Benfica"? Será dar a bola ao Simão e esperar que ele entre com ela dentro da baliza? Será esperar que o Karadas faça a sua perfeita imitação de Greg Louganis (para quem não sabe, um atleta com várias medalhas olímpicas nos saltos para a água) na área do adversário? Será esperar por um remate a 40 metros que bata em três ou quatro jogadores antes de entrar na baliza? E os "dez minutos à Benfica"? Serão aqueles em que o adeptos assobiam incessantemente quando o Benfica é dominado pela Oliveirense, uma equipa da terceira divisão que só foi eliminada por três penaltis e um autogolo?
"Seis milhões" - Na altura em que se discutia o estádio novo, lembro-me de ouvir alguns adeptos benfiquistas dizer que não fazia sentido ter um estádio com menos lugares que o antigo, que nem sequer chegava para acolher os sócios todos. Quantas vezes desde que foi inaugurado, o estádio encheu? Enfim, aconselho o Benfica a fazer uma recontagem de adeptos.

Sejamos francos, o Benfica está condenado a ser um clube mediano. É candidato ao título apenas pela história e pelos seus adeptos, não pelo que é actualmente. Podem ainda os benfiquistas justamente orgulhar-se dos dois títulos europeus, mas há outro clube que já conquistou glórias semelhantes e nos últimos 20 anos, não na década de 60.
Esta é a minha carta de apresentação. Bem-vindos ao Off-siders, podem começar a disparar.

P.S. - Podem pensar que estas são as palavras de um benfiquista pesaroso. Tal não corresponde à realidade. Nem uma coisa nem outra.
P.S. 2 - Mesmo que o Benfica ganhe o "derby" do próximo dia 8, mantenho todas as palavras que aqui deixei nesta minha primeira prosa.
P.S. 3 - Aceitei com muito gosto o convite para participar neste blog. Para que não restem dúvidas, sou adepto daquele clube "menor" que joga na "casa de banho".
P.S. 4 - Para quem não percebeu a que clube me refiro, é o Sporting.

sábado, janeiro 01, 2005

E tudo começou...

Tudo começou numa mesa de restaurante, enquanto discutíamos sobre futebol.
Percebemos de imediato que muitas das nossas discussões deviam ultrapassar a fronteira daquela mesa e decidimos colocar por escrito as nossas opiniões e picardias neste espaço que tanto cresceu nos últimos meses.
Será um blogue essencialmente de desporto (leia-se futebol) e raras vezes se falará de outras questões sociais que não as que este fenómeno tão apaixonante que é o futebol acarreta.
Temos, e é importante dizê-lo, cores clubísticas diferentes (diametralmente opostas), mas conseguimos, por escassos momentos, muito escassos diga-se, ser imparciais.
Mas o importante é transmitir a nossa forma de estar e de pensar sobre o que vemos, o que sentimos e o que queremos.
Julgo que todos possuímos já espaços de opinião na esfera dos blogues, onde já efectuávamos dissertações sobre este fenómeno desportivo, mas optámos agora por unirmo-nos nesta caminhada.
Não temos como objectivos os "rankings" ou médias diárias, mas apenas a necessidade de debitarmos as nossas opiniões.
O nome é de ideia feminina (da minha mulher) e tem como interpretação a nossa própria filosofia da "coisa".
Queremos ser sempre aqueles que se encontram fora das linhas, para podermos dar com mais "rigor" a nossa opinião.
Chega, assim, no início deste ano que todos queremos que seja melhor que o falecido, este blogue. Que como discussão inicial irá passear-se por esse tão apetecível dérbi lisboeta.
O árbitro apitou, começou o jogo…

Offsides da Organizacao
  • Apaf
  • Assoc. Treinadores
  • FPF
  • Sindicato dos Jogadores
  • Jogadores em Offside
  • Beto
  • Cristiano Ronaldo
  • Helder Postiga
  • Luis Figo
  • Ricardo Carvalho
  • Rui Costa
  • Simao Sabrosa
  • Clubes em Offside
  • Beira-Mar
  • Belenenses
  • Benfica
  • FC Porto
  • Moreirense
  • Nacional da Madeira
  • Penafiel
  • Rio Ave
  • Sp. Braga
  • Sporting
  • Vit. Guimaraes
  • Offsides da Escrita Nacional
  • A Bola
  • Bola Branca
  • Mais Futebol
  • O Jogo
  • Record
  • Relvado
  • Sport Tv
  • TSF desporto
  • Zero Zero
  • Offsides da Escrita Internacional
  • As
  • Bundesliga
  • Calcio
  • Calcio Mercato
  • Don Balon
  • El Mundo Deportivo
  • Football 365
  • Four the Game
  • Futbol Me
  • Give me Football
  • Goal.com
  • Guardian
  • Libre Directo
  • Liga Espanhola
  • Marca
  • Planet Futbol
  • Premier League
  • Servi Futbol
  • Soccer Base
  • Soccer Spain
  • Sport
  • Tifonet
  • Outros Offsides
  • Adufe
  • Afixe
  • Aviz
  • Blasfémias
  • Bomba Inteligente
  • Blogame mucho
  • Blogotinha
  • Causa foi Modificada
  • Contra a Corrente
  • Doce da Avozinha
  • Do Portugal Profundo
  • Gato Fedorento
  • Ideias Soltas
  • Janela para o Rio
  • Jaquizinhos
  • Mar Salgado
  • Memória Virtual
  • No quinto dos Impérios
  • O Período
  • O Vento lá fora
  • Semiramis
  • O Tronco da Teia
  • Weblog
  • Em Offside

    Powered by Blogger

    Estou no Blog.com.pt